O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), fechou nesta 3ª feira (3.fev.2026) aos 185.674,43 pontos –alta de 1,58%. O índice superou o último recorde alcançado na 4ª feira (28.jan.2026), quando a bolsa encerrou nos 184.691 pontos.
Investidores reagiram à divulgação nesta 3ª feira (3.fev) da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que manteve a Selic estável em 15% na semana passada. O documento do BC (Banco Central) sinalizou o início do ciclo de cortes de juros na próxima reunião em março. O colegiado não indicou a magnitude da queda, mas afirmou que o ajuste será feito com cautela.
Em 2º plano, o mercado local acompanhou a Produção Industrial, que encerrou dezembro de 2025 com queda de 1,2% em relação a novembro, de acordo com IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse é o maior recuo desde julho de 2024.
O resultado também ficou abaixo do consenso do mercado financeiro, que estimava queda de 0,6%. A moderação da atividade corrobora com a expectativa de flexibilização monetária do BC.
Já o dólar terminou com queda de 0,15% aos R$ 5,250. A valorização do real seguiu em linha com a baixa do DXY –índice que serve para comparar o valor do dólar em relação às principais moedas– que registrava baixa de 0,26% às 18h05.

A alta da bolsa no Brasil descolou do movimento do mercado americano. Wall Street despenca na sessão com investidores preocupados com o setor de inteligência artificial. O temor de uma bolha das ações de tecnologia e concorrência mais acirrada mantém o mercado apreensivo antes da divulgação dos balanços trimestrais no final desta semana das gigantes do ramo Alphabet e Amazon.
O S&P500 –que reúne as 500 maiores empresas listadas na Bolsa dos EUA– recuava 0,85%, aos 6.917,93 pontos, às 18h05. O índice de tecnologia, Nasdaq, caía 1,43% aos 23.255,19 pontos no mesmo horário.
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