Após reunião com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli na tarde desta 3ª feira (3.fev.2026), o presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a Corte irá autorizar a ida de Daniel Vorcaro para prestar depoimento no colegiado.
A oitiva já estava marcada para 5ª feira (5.fev), mas o Supremo poderia conceder a defesa um habeas corpus. Segundo o senador, foi feito um acordo para que o depoimento seja adiado para depois do Carnaval, desde que os advogados não interfiram na convocação do empresário.
“Já está negociado [com a defesa de Vorcaro], a minha resposta foi essa: eu concordo com o adiamento desde que não impetrem habeas corpus, e eles concordaram em não impetrar. O que faltava era a autorização definitiva [do ministro] pra ele vir na data que eu marcar“, declarou.
Viana explicou que Vorcaro deve ser ouvido na condição de testemunha e, por já ser investigado pela PF (Polícia Federal) no esquema de fraudes do Banco Master, não será obrigado a responder questões que possam incriminá-lo.
“Ele tem que nos responder como testemunha que é, porque ele ainda não é investigado, sobre os consignados, os R$ 254 mil contratados. Isso está muito claro, inclusive, na convocação”, afirmou o presidente da comissão.
Durante a audiência com o ministro, também foi conversado sobre o acesso às provas do caso Master retiradas da CPMI por Toffoli em 12 dezembro de 2025. Vianna diz que os dados serão enviados aos congressistas, conforme a investigação da PF avançar.
Anteriormente, o ministro havia determinado que as provas colhidas pela quebra do sigilo do celular e dos dados fiscais de Vorcaro ficariam sob a responsabilidade exclusiva do presidente do Senador, Davi Acolumbre (União Brasil-AP), para não atrapalhar o andamento da investigação da PF.
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