A escola de samba Acadêmicos de Niterói virou alvo de denúncia no MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) após ensaio técnico na Sapucaí na 6ª feira (30.jan.2026) com provocações ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A agremiação homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval de 2026.
A agremiação gerou forte reação da oposição ao exibir nos telões do Sambódromo imagens com referências à situação jurídica de Bolsonaro, com frases como “rindo igual a um condenado” e a reprodução de expressões polêmicas do ex-mandatário, como “pintou um clima”.
Deputados do Novo solicitaram ao TCU (Tribunal de Contas da União) que impeça o repasse de R$1 milhão da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) à escola de samba.
A senadora Damares Alves (Republicanos) protocolou denúncia no MPE (Ministério Público Eleitoral) contra a agremiação. Em sua argumentação, a parlamentar alega que a escola estaria utilizando recursos públicos para fazer “a promoção pessoal de candidato à Presidência da República, bem como efetuar propaganda eleitoral de forma antecipada”.
O deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) também apresentou denúncia ao MP (Ministério Público) do Rio solicitando abertura de inquérito. Ele definiu as imagens utilizadas contra Bolsonaro como “ofensivas, humilhantes” e com “apologia à violência”.
O Novo pede a concessão de uma medida cautelar para:
- publicidade impedir a Acadêmicos de Niterói de usar recursos públicos em seu desfile;
- obrigar a escola a devolver o dinheiro se escolher manter o samba-enredo em homenagem ao petista.
A Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) informou que não recebeu qualquer notificação e é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que segue diretrizes impostas pelos órgãos públicos.
O Poder360 entrou em contato com a TV Globo por e-mail para pedir uma manifestação a respeito do caso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
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