As Forças Armadas dos Estados Unidos derrubaram nesta 3ª feira (3.fev.2026) um drone militar iraniano que se aproximou de forma “agressiva” do porta-aviões USS Abraham Lincoln.
Segundo o Centcom (Comando Central dos EUA), a interceptação foi realizada por um caça de 5ª geração F-35C, que abateu o modelo Shahed-139 quando este voava em direção à embarcação com “intenções obscuras”. O episódio se deu no mar Arábico. As informações são da Reuters.
De acordo com o capitão Tim Hawkins, porta-voz militar, a ação foi necessária para proteger os militares e a integridade da frota. Não houve danos a equipamentos ou feridos entre os norte-americanos.
O incidente eleva a tensão na região no momento em que Washington e Teerã ensaiam o retorno à mesa de negociações sobre o programa nuclear iraniano, com reuniões marcadas para 6ª feira (6.fev.2026), na Turquia.
O presidente Donald Trump (Partido Republicano), que recentemente enviou uma flotilha para a costa iraniana, alertou que “coisas ruins” podem ocorrer caso um novo acordo não seja firmado. Trump exige que o governo do aiatolá Ali Khamenei abandone permanentemente o enriquecimento de urânio, alegando risco de proliferação de armas de destruição em massa.
CONFLITO NO ESTREITO DE ORMUZ
Horas depois da derrubada do drone, um 2º incidente foi registrado no estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo. Forças do IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) assediaram o navio cargueiro M/V Stena Imperative, de bandeira e tripulação norte-americanas.
Dois barcos de alta velocidade e um drone modelo Mohajer se aproximaram da embarcação mercante com ameaças de embarcar e tomar o navio. O comando norte-americano classificou a manobra como uma tentativa de apreensão hostil em águas internacionais, embora o petroleiro tenha conseguido seguir rota após a intervenção.
O Irã enfrenta a maior onda de instabilidade doméstica desde a Revolução de 1979, depois de uma repressão violenta contra manifestações antigovernamentais em janeiro de 2026. De acordo com a agência Reuters, a repressão resultou em 5.000 mortes e mais de 24.000 prisões, gerando pedidos de sanções internacionais contra a liderança política e militar do país.
ESTRATÉGIA DE PRESSÃO MÁXIMA
A presença do grupo de ataque liderado pelo USS Abraham Lincoln é a face mais visível da política de “pressão máxima” de Donald Trump. O governo dos EUA utiliza o cerco naval como moeda de troca para forçar concessões nucleares, enquanto monitora de perto o fornecimento de drones iranianos para conflitos externos.
O modelo Shahed-139, abatido nesta 3ª feira (3.fev), é uma evolução tecnológica dos drones utilizados pelo Irã em ataques anteriores no Oriente Médio e na Ucrânia, possuindo maior alcance e capacidade de carga bélica.
Apesar da escalada de força, sinais diplomáticos contraditórios emergem de ambos os lados. Enquanto autoridades iranianas, como o chefe de segurança Ali Larijani, afirmam que preparativos para diálogos estão em andamento, o líder supremo Ali Khamenei responsabiliza Washington pela instabilidade interna no país.
O Pentágono mantém o status de prontidão máxima na região, ressaltando que novas tentativas de interferência em embarcações comerciais ou militares serão respondidas com “força proporcional” para garantir a liberdade de navegação no golfo.
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