O cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, é considerado foragido da Justiça depois de sua tornozeleira eletrônica deixar de emitir sinal no domingo (1º.fev.2026). A Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) do Rio confirmou a falha no monitoramento nesta 3ª feira (3.fev), mesmo dia em que a 3ª Vara Criminal da Capital, por decisão da juíza Tula Corrêa de Mello, determinou a retomada da prisão preventiva do cantor.
Na 2ª feira (2.fev), o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Joel Ilan Paciornik já tinha negado o recurso em habeas corpus da defesa, revogando a liminar que mantinha Oruam em liberdade. O dispositivo de monitoramento foi instalado no final de setembro de 2025. A partir de novembro, a Seap começou a registrar problemas no funcionamento do equipamento. As autoridades judiciais foram notificadas sobre violações em 5 datas específicas: 1º, 4 e 11 de novembro, além de 1º e 5 de dezembro.
Desde a instalação da tornozeleira, foram registradas 66 irregularidades no total, sendo 21 delas apenas em 2026. Em 9 de dezembro, Oruam compareceu à Seap para avaliação do dispositivo quando técnicos identificaram falha de carregamento e substituíram o equipamento.
Em relação ao habeas corpus, a defesa alegou que Oruam é réu primário, tem residência fixa, exerce atividade lícita como cantor e os episódios de baixa bateria não indicariam intenção de fuga. Também pediu a substituição da prisão por prisão domiciliar humanitária, citando problemas de saúde. Os argumentos, porém, foram rejeitados.
O Poder360 procurou a defesa do cantor Oruam, por meio da FHC Advogados Associados, para um posicionamento. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.
Oruam é acusado de 2 tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação realizada no Rio de Janeiro. Os fatos que originaram as acusações ocorreram no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio, com desdobramentos no Complexo da Penha, na Zona Norte da cidade.
Eis a íntegra da nota da Secretaria de Administração Penitenciária do RJ :
“A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informa que Mauro Davi dos Santos Nepomuceno compareceu à Central de Monitoração Eletrônica no dia 09 de dezembro, ocasião em que foi realizada a troca do equipamento.
“Após o comparecimento e a substituição do dispositivo, a tornozeleira retirada foi encaminhada à perícia técnica, que constatou dano eletrônico, possivelmente decorrente de alto impacto.
“O monitorado utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro e, desde 1º de novembro, passou a apresentar sucessivas violações, totalizando 66 ocorrências, sendo 21 graves somente em 2026, em sua maioria relacionadas à falta de carregamento da bateria.
“As violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com relatórios mensais encaminhados à Terceira Vara Criminal. Após a troca, o novo equipamento voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento, e desde 1º de fevereiro permanece descarregado, o que compromete o acompanhamento da medida judicial.”
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