O deputado Adjuto Afonso (União Brasil), vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), destacou, durante a primeira sessão plenária ordinária do ano, a sua preocupação com a situação enfrentada pela população do município de Boca do Acre (a 1.023 quilômetros de Manaus), atingido pela cheia dos rios Purus e Acre.
O parlamentar, que recebe diariamente notícias do município através de autoridades, alertou que o nível dos rios já se aproxima da cota máxima registrada, que é de 20 metros.
Ele articulou um encontro entre o prefeito Frank Barros (MDB) e o chefe da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Ferreira Máximo Filho, para avaliar a mobilização que já está acontecendo no sentido de prestar assistência aos moradores afetados.
“O prefeito Frank esteve ontem com o chefe da Defesa Civil, coronel Máximo, e já estão sendo tomadas providências. Também conversei com o governador, que estará em Boca do Acre neste sábado. Precisamos ir ao local justamente para buscar alternativas que minimizem o sofrimento da população”, enfatizou.
A visita do governador Wilson Lima ao município tem como objetivo acompanhar de perto a realidade vivida pelos moradores, que novamente enfrentam uma situação delicada diante da enchente.
“Tenho uma preocupação muito grande, mas acredito que o governo irá socorrer a população com cestas básicas e outros tipos de assistência. Inclusive, hoje, já chegou uma quantidade de cestas básicas ao município, o que ajuda a amenizar o sofrimento das famílias atingidas”, afirmou o deputado.
Pavimentação da BR-317
Outro ponto destacado pelo deputado Adjuto Afonso foi a pavimentação de um trecho da BR-317, que liga o município de Boca do Acre (AM) ao estado do Acre. Segundo o parlamentar, o relatório ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é favorável à obra.
“O Ibama já concluiu o relatório e ele é favorável. Esse é o primeiro passo para que possamos, com segurança, avançar na pavimentação daqueles 45 quilômetros”, pontuou.
A rodovia é fundamental para o abastecimento e o desenvolvimento das cidades do sul do Amazonas. Devido ao trecho ainda não asfaltado, o deslocamento na região se torna difícil, especialmente durante o período chuvoso.
“Essa situação dificulta não apenas a vida dos moradores de Boca do Acre, mas também do município de Pauini (a 915 quilômetros de Manaus). Muitas mercadorias chegam pela BR-364, via Rio Branco, e seguem pela BR-317 até Boca do Acre. Por isso, é essencial obter a licença ambiental e viabilizar a pavimentação desses 45 quilômetros. Nossa bancada federal segue atenta a essa demanda”, concluiu.
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