As despesas com funcionários públicos da União totalizaram R$ 407,9 bilhões em 2025 –avanço de 4,3% ante 2024. Trata-se do maior gasto desde 2021 –naquele ano, foi registrado R$ 405,6 bilhões em valores corrigidos pela inflação.
Esse gasto inclui o pagamento com sentenças judiciais e precatórios de pessoal e encargos. É o 3º ano seguido de alta.

Já as despesas recorrentes com funcionalismo atingiram R$ 398,1 bilhões em 2025. A alta foi de 3% em relação a 2024, quando os gastos totalizaram R$ 386,4 bilhões. Os dados são do Tesouro Nacional.
Houve um recuo dos gastos com funcionalismo em 2020, 2021 e 2022, durante a pandemia de covid-19. Naquele período, foi feito um congelamento do reajuste salarial.
Valores com encargos:
- 2020 – R$ 441,8 bilhões (recuo de 0,58% ante 2019);
- 2021 – R$ 418,1 bilhões (queda de 5,36% em relação a 2020);
- 2022 – R$ 392,7 bilhões (caíram 6,08% ante 2021).
Valores descontando precatórios:
- 2020 – R$ 432,9 bilhões (queda de 0,47% ante 2019);
- 2021 – R$ 405,6 bilhões (recuo de 6,30% em relação a 2020).
- 2022 – R$ 379,7 bilhões (queda de 6,39% ante 2021).

O pagamento de sentenças judiciais e precatórios de pessoal e encargos subiu de R$ 4,5 bilhões em 2024 para R$ 9,8 bilhões em 2025 –alta de 115,7%.
O número de trabalhadores do governo federal subiu de 574.930 em 2024 para 579.070 no ano passado. São 4.140 funcionários a mais em 1 ano.
O avanço é de 0,72% no período. É o 3º ano seguido de alta.
SEM REFORMA ADMINISTRATIVA
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou de forma contrária à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 38 de 2025, protocolada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). O texto propõe mudanças na administração federal.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, disse que a proposta “não representa a posição do Executivo”. Na sua visão, o texto é muito amplo e traz um “excesso de constitucionalidade”.
Dweck também se pronunciou diversas vezes contra a PEC 32 de 2020, que busca instituir reforma administrativa para enxugar os custos. Para a ministra, a medida “quer punir” os funcionários públicos.
O ministério de Dweck tem apostado na realização de concursos públicos para repor o quadro de funcionários. Na 1ª edição do CPNU (Concurso Público Nacional Unificado), em 2024, houve a oferta de 6.640 vagas imediatas.
O certame contou com mais de 2,1 milhões de inscritos e salários de até R$ 22.900. Já a 2ª edição, em 2025, o governo abriu 3.652 vagas no total.
As informações deste post foram publicadas antes pelo Drive, com exclusividade. A newsletter é produzida para assinantes pela equipe de jornalistas do Poder360. Conheça mais o Drive aqui e saiba como receber com antecedência todas as principais informações do poder e da política.
Powered by WPeMatico
