O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), disse nesta 4ª feira (4.fev.2026) que o caso do Banco Master pode ser “o espelho do que o Brasil não está vendo”. Em entrevista ao Poder360, afirmou que o banqueiro Daniel Vorcaro é mais um dos personagens que precisam prestar esclarecimentos.
Gaspar afirmou não ter preferência por nenhum nome. “A minha preferência é pegar os 10 principais bancos que supostamente enganam aposentados e pensionistas. Esse Daniel Vorcaro é um deles. Ele está com os holofotes porque foram descobertos supostos créditos podres. Isso traz mais holofotes para o Master”, disse.
Assista à entrevista (39m10s):
O deputado questionou: “Será que tem outros personagens que conseguiram seduzir da mesma forma ou de forma mais grave?”. Segundo ele, “o Master pode ser o espelho do que o Brasil ainda não está vendo”, mas que o país pode não estar preparado para “colocar luz nesse contexto geral porque o cheiro de podre é muito grande”.
O depoimento de Vorcaro foi adiado. Estava marcado para 5ª feira (5.fev.2026), mas o STF (Supremo Tribunal Federal) poderia conceder à defesa um habeas corpus. Um acordo foi feito para que a oitiva fique para 26 de fevereiro, depois do Carnaval, desde que os advogados não interfiram na convocação do empresário.
“Não podemos esquecer que estamos tratando de forma igual com os outros bancos. Todos têm que prestar esclarecimentos. O que parece é que o sistema financeiro, através do Daniel Vorcaro, colocou meia república no bolso. Espero que os outros não tenham colocado a outra parte da república também”, afirmou Gaspar.
O relator disse que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tentado blindar convocações para a CPMI do INSS. Segundo ele, houve blindagem na tentativa de convocar representantes do Santander, PicPay, Crefisa e C6 Bank, empresas que seriam “campeãs em reclamações do consignado”.
BANCO MASTER
A PF (Polícia Federal) apura um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master e seus executivos. O caso está no STF, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O magistrado afirmou que ele é quem decidirá se o processo segue na Corte ou vai para a 1ª Instância.
Segundo as investigações, o esquema consistia na venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que serviam para financiar fundos de investimento dos quais o banco era o único cotista. O MPF (Ministério Público Federal) afirma que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas que forjavam artificialmente os resultados financeiros.
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