O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi, 68 anos, é suspeito de ter assediado sexualmente uma jovem de 18 anos em 9 de janeiro de 2026. Segundo apurou o Poder360, 3 ministros do STJ levaram o caso ao presidente da Corte, Herman Benjamin, na 3ª feira (3.fev.2026). Pediram a apuração do caso e a aposentadoria do magistrado.
O Poder360 procurou o gabinete do ministro para pedir uma manifestação. Eis a resposta: “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
O caso foi levado aos ministros do STJ pelos pais da vítima, que pediram a responsabilização do magistrado. Segundo relatos obtidos por este jornal digital, Buzzi tentou agarrar a jovem durante um banho de mar em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
A família da jovem estava hospedada na casa de Buzzi.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, colheu nesta 4ª feira (4.fev), o depoimento da mãe da vítima, acompanhado por um integrante do MPF (Ministério Público Federal), uma delegada da Polícia Federal e seu juiz auxiliar.
Uma ala do STJ defende a aposentadoria compulsória do magistrado.
O QUE DIZ O CNJ
Em nota, o CNJ declarou que o caso está em sigilo.
“O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”.
O caso foi tratado “em reservado” pelos ministros da Corte Especial, formada pelos 15 magistrados mais antigos da Corte, conforme apurado pelo Poder360. A sessão desta 4ª feira (4.fev.2026) atrasou mais de 50 minutos para começar.
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