O STJ (Superior Tribunal de Justiça) está discutindo o caso do ministro Marco Buzzi, 68 anos, acusado de ter assediado sexualmente uma jovem de 18 anos em 9 de janeiro de 2026. A análise se dá no Pleno, que inclui os 33 magistrados da Corte, nesta 4ª feira (4.fev.2026). Até o momento da publicação desta reportagem, já foram 2 horas de deliberação.
Publicamente, o gabinete do ministro negou as acusações. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, declarou.
Não há um rito interno no STJ sobre como proceder em casos como o acima. Fontes ouvidas por este jornal digital descreveram a sessão como um “improviso”.
Ainda assim, o Pleno atua a partir de 3 opções de votação: dar uma licença ao ministro, pedir para ele se afastar ou não determinar nada. O Poder360 apurou que Buzzi tenta “se explicar” aos colegas.
Inicialmente, a expectativa dentro do Tribunal era de que o STJ se manifestasse publicamente até o final do dia. A Corte ainda não respondeu a questionamentos sobre o caso.
A reunião extraordinária foi convocada na tarde desta 4ª feira. Não foi apresentada uma pauta prévia. Antes disso, o caso foi tratado “em reservado” pelos ministros da Corte Especial, formada pelos 15 magistrados mais antigos da Corte, conforme apurado pelo Poder360. A sessão atrasou mais de 50 minutos para começar.
ENTENDA
Segundo apurou o Poder360, 3 ministros do STJ levaram o caso ao presidente da Corte, Herman Benjamin, na 3ª feira (3.fev.2026). Pediram a apuração do caso e a aposentadoria do magistrado. A informação foi publicada pela Veja e confirmada por este jornal digital.
O caso foi levado aos ministros do STJ pelos pais da vítima, que pediram a responsabilização do magistrado. Segundo relatos obtidos por este jornal digital, Buzzi tentou agarrar a jovem durante um banho de mar em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
A família da jovem estava hospedada na casa de Buzzi.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, colheu nesta 4ª feira (4.fev), o depoimento da mãe da vítima, acompanhado por um integrante do MPF (Ministério Público Federal), uma delegada da Polícia Federal e seu juiz auxiliar.
Buzzi vai responder disciplinarmente no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e criminalmente no Supremo. É possível também que ele seja acionado no Senado Federal, pois corre risco de sofrer um impeachment.
Uma ala do STJ defende a aposentadoria compulsória do magistrado.
O QUE DIZ O CNJ
Em nota, o CNJ declarou que o caso está em sigilo.
“O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”.
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