O CEO do Standard Chartered, Bill Winters, afirmou que a acumulação de riqueza da China torna essencial a presença das grandes instituições financeiras globais no país, mesmo em um contexto em que as tensões geopolíticas dificultam o engajamento do Ocidente com Pequim.
Winters fez as declarações em entrevista à revista Caixin durante uma visita à China realizada de 28 a 31 de janeiro, ao lado do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. A delegação incluiu figuras de destaque do setor financeiro britânico.
Segundo Winters, fatores geopolíticos não devem interferir na cooperação do Standard Chartered com a China, dada a importância do país para os negócios do banco.
Durante a visita, o Standard Chartered inaugurou um novo centro prioritário de gestão de grandes fortunas em Shenzhen, o 4º na China continental e o 15º no mundo.
Winters afirmou que grandes instituições financeiras não podem se dar ao luxo de ignorar o crescimento industrial da China, o desenvolvimento de seus mercados de capitais e a gradual internacionalização do yuan.
Os laços comerciais foram destacados por um pacote de financiamento de 1 bilhão de libras estruturado no ano passado pelo Standard Chartered para a AESC, subsidiária de baterias de íon-lítio do grupo chinês Envision, com o objetivo de construir uma gigafábrica em Sunderland, na Inglaterra. O projeto deve criar mais de 1.000 empregos.
Winters observou que empresas chinesas em expansão no exterior recorrem cada vez mais a trabalhadores locais e cadeias de suprimento locais para reduzir atritos comerciais, e que países anfitriões tendem a acolher investimentos chineses, sobretudo quando envolvem transferência de tecnologia.
Sobre moedas, Winters disse que, embora os Estados Unidos mantenham uma conta de capitais totalmente aberta, as sanções elevaram preocupações sobre o uso do dólar como instrumento de política. Em contraste, a internacionalização do yuan avançou de forma controlada, o que, segundo ele, tornou o ambiente amplamente previsível para as empresas.
Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 4.fev.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo
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