Cientistas da Icahn (Escola de Medicina Icahn do Mount Sinai), localizada em Nova York, identificaram que a fumaça de incêndios florestais causa aproximadamente 24.100 mortes anuais nos Estados Unidos. A pesquisa, publicada na 4ª feira (4.fev.2026) na revista Science Advances, indica que o cérebro humano é o órgão mais vulnerável a essa poluição.
O estudo analisou dados de mais de 3.068 condados dos Estados Unidos continentais, excluindo Alasca e Havaí, de 2006 a 2020. Populações jovens e residentes de áreas rurais são as mais suscetíveis aos danos. Jovens sofrem mais pela maior exposição em atividades ao ar livre. Moradores rurais são afetados pela proximidade direta com os focos de incêndio.
Aquecimento global intensifica incêndios e exposição tóxica
O aquecimento global tem agravado este cenário. Incêndios se tornaram mais frequentes e duradouros. A população fica exposta a uma mistura tóxica de metais pesados e compostos cancerígenos que permanecem no organismo por longos períodos.
A estimativa de 24.100 óbitos anuais representa mais que o dobro do número calculado anteriormente (11.415 mortes), publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências em 2024. Os pesquisadores não encontraram um limite seguro para a exposição crônica a esse tipo de poluição. O valor atual pode subestimar o impacto real, por causa de limitações metodológicas da análise por condado.
Isolar os efeitos cumulativos dessa fumaça é o principal desafio da comunidade científica. As toxinas que permanecem no corpo podem desencadear condições médicas complexas tempos depois da exposição, dificultando o rastreamento da causa direta.
Os pesquisadores recomendam medidas como a promoção de energia mais limpa, incentivo aos carros elétricos e maior financiamento para pesquisas como estratégias para combater as mudanças climáticas e, por consequência, reduzir os incêndios florestais e seus impactos na saúde pública.
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