O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 6ª feira (6.fev.2026) que o caso do Banco Master é importante por chegar aos “magnatas da corrupção”. Em entrevista ao “Alô, Juca”, da TV Aratu, defendeu a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, que deve ser prioridade do Congresso no 1º semestre.
“É por isso que essa história do Banco Master é importante. A operação Carbono Oculto é importante. Porque nós chegamos nos magnatas da corrupção. Uma coisa é prender o pobre na periferia e outra coisa é chegar nos magnatas, que muitas vezes nem moram no Brasil”, disse.
O petista afirmou na 5ª feira (5.fev.2026) que ouviu do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, um relato de que o banqueiro sofria perseguição no mercado financeiro de pessoas “interessadas em derrubá-lo”. Lula recebeu o Vorcaro no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024. A visita não estava na agenda do presidente.
O encontro foi um pedido do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, na época contratado pelo banco. Contou também com a participação do então diretor de política monetária do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, além de outras autoridades.
Como o Poder360 revelou, Galípolo não informou de seu encontro no Planalto ao então presidente do BC, Roberto Campos Neto.
NOVO MINISTÉRIO
Lula condicionou, nesta 6ª feira, a criação de um ministério separado para a segurança pública à aprovação da PEC e à garantia de recursos. “Vou criar o Ministério da Segurança Pública, mas precisa ter dinheiro”, disse. O tema deve ser central nas eleições.
A declaração foi feita durante cerimônia em Salvador (BA). Foram entregues ambulâncias do SAMU 192, UOM (Unidades Odontológicas Móveis), equipamentos para UBS (Unidades Básicas de Saúde) e kits cirúrgicos ligados ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Também participaram outras autoridades, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Jaques Wagner (PT-BA), além de outros aliados.
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