A perícia médica da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) possui “sintomas neurológicos” que precisam de “investigação diagnóstica” devido ao potencial risco de novos episódios de queda. O laudo foi enviado nesta 6ª feira (6.fev.2026) ao gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que o tornou público. Eis a íntegra (PDF – 3 MB).
“O periciado apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco potencial de novos episódios de queda, necessitando de investigação diagnóstica”, escreveram os peritos Cristian Kotinda Junior, Marcelo Souza Custódio e Hugo Oliveira de Figueiredo Cavalcanti.
Enquanto não há investigações, os peritos sugeriram as seguintes medidas paliativas:
- instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho do alojamento;
- instalação de campainhas de pânico/emergência adicionais e/ou outros dispositivos de monitoramento em tempo real no alojamento;
- acompanhamento contínuo nas áreas comuns;
Bolsonaro caiu e bateu a cabeça em sua antiga cela na Superintendência Regional da Polícia Federal no dia 6 de janeiro de 2026. Foi levado ao DF Star no dia seguinte para fazer exames. Um dos médicos de sua equipe, Brasil Caiado, afirmou que ele sofreu traumatismo craniano leve com a queda ao tentar caminhar no local. O médico também disse que havia uma suspeita de que a desorientação que levou à queda do ex-presidente tenha sido causada pela interação dos medicamentos para crise de soluços.
O ex-presidente foi transferido para a Papudinha em 15 de janeiro, por determinação de Moraes.
Ainda conforme o laudo pericial, o ex-presidente possui as seguintes doenças crônicas:
- Hipertensão arterial sistêmica;
- SAOS (Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono) grave;
- Obesidade clínica;
- Aterosclerose sistêmica;
- Doença do refluxo gastroesofágico;
- Queratose actínica;
- Aderências (bridas) intra-abdominais.
O diagnóstico foi elaborado com base em exame clínico direto e análise de documentações apresentadas pela defesa de Bolsonaro. Os peritos discordaram do diagnóstico de pneumonia bacteriana não especificada, anemia por deficiência de ferro, sarcopenia e depressão.
O relatório médico recomenda a “otimização” dos tratamentos e de medidas preventivas “em decorrência do risco de complicações, principalmente de eventos cardiovasculares”. Também indica prática de atividade física aeróbica e com resistência e fisioterapia para o equilíbrio postural.
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