A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul despejou volumes históricos de água no litoral paulista resultando em deslizamentos de terra no Guarujá e colapso no trânsito de Santos e São Vicente.

A madrugada e a manhã desta quinta-feira (5) foram marcadas por um cenário de transtornos em toda a Baixada Santista, impulsionados pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul. O fenômeno meteorológico despejou volumes de água extraordinários em poucas horas, transformando ruas em rios e acionando protocolos de emergência.

O município de Guarujá foi um dos mais castigados, onde o acumulado de precipitação chegou a impressionantes 122 mm, sendo que 108 mm caíram num intervalo de apenas três horas. Essa concentração de água saturou o solo rapidamente, exigindo a evacuação imediata de áreas de risco.
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Defesa Civil do Estado emitiu alerta extremo por risco de deslizamento ️ pic.twitter.com/kmnFujWl51
Jornal A Tribuna (@atribunasantos) February 5, 2026
Em resposta ao perigo iminente, sirenes de alerta soaram para avisar a população, especificamente na região do Morro da Barreira do João Guarda. A prefeitura local informou que o protocolo de segurança é ativado sempre que a chuva ultrapassa a marca de 45 mm a 50 mm em uma hora, patamar largamente superado durante o evento desta quinta-feira.
Morros instáveis e famílias desalojadas
A força das águas resultou em movimentações de terra preocupantes. Na Viela São Cristóvão, em Guarujá, um deslizamento atingiu três residências. Felizmente, os imóveis já haviam sido desocupados preventivamente, evitando vítimas fatais. No entanto, o impacto social foi imediato: 12 pessoas ficaram desabrigadas e foram encaminhadas para a Associação de Moradores do bairro.
Temporal causa transtornos e região registra os maiores acumulados de chuva de SP nesta quinta pic.twitter.com/yrXoyeiRSD
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Outro ponto de instabilidade foi registrado no Morro do Engenho, na Vila Baiana, embora em uma área não habitada. Enquanto isso, em Santos e São Vicente, a infraestrutura urbana não suportou a carga d’água. A Defesa Civil de São Paulo confirmou que o volume ultrapassou os 100 mm em diversos pontos, incluindo Praia Grande.
Asfalto cede após temporal e abre cratera ao lado de prédio em São Vicente
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Ruas da Zona Noroeste de Santos, como a Avenida Nossa Senhora de Fátima, e trechos da orla ficaram intransitáveis. Já em São Vicente, bairros como Vila Margarida e o entorno do Viaduto Mário Covas registraram pontos de alagamento críticos, afetando a mobilidade e invadindo calçadas. Há relatos visuais indicando a abertura de crateras próximas a edifícios, evidenciando a fragilidade do solo sob tamanha pressão hídrica.
Travamento do sistema viário
O reflexo desse cenário no trânsito foi o colapso logístico nas principais conexões entre o planalto e o litoral. O Sistema Anchieta-Imigrantes enfrentou um dia de caos, com filas quilométricas e motoristas presos em congestionamentos severos. Na Rodovia dos Imigrantes, a situação foi crítica com paralisia do tráfego entre o km 63 e o km 49 no sentido capital.
Quem tentava descer para a costa também encontrou barreiras de água e lentidão acentuada. Na Via Anchieta, o excesso de veículos somado às condições climáticas adversas gerou travamentos extensos, afetando tanto a subida quanto a descida da serra.
A concessionária Ecovias alertou para a visibilidade prejudicada e lâminas d’água na pista em todos os trechos de planalto e serra. A interrupção do fluxo normal não apenas isolou parcialmente as cidades, mas também impactou o transporte comercial e a rotina de milhares de passageiros que dependem da interligação diária entre a Grande São Paulo e a Baixada.
Referências da notícia
Tempestade, fissura em morros e risco de deslizamento em Guarujá acionam sirene de emergência no litoral de São Paulo. 05 de fevereiro, 2026.
Temporal provoca deslizamento, alagamentos e deixa morros em estado de atenção no litoral de SP. 05 de fevereiro, 2026.
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