O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), declarou apoio integral à primeira-ministra Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrata, direita) às vésperas das eleições legislativas no Japão, marcadas para domingo (8.fev.2026). A manifestação foi publicada nas redes sociais do republicano e incluiu a confirmação de um convite para que a chefe de governo japonesa visite a Casa Branca no próximo mês.
Takaichi, a 1ª mulher a comandar o governo japonês, lidera uma coalizão que aparece com ampla vantagem nas pesquisas. Levantamentos indicam que o Partido Liberal Democrata e seus aliados podem conquistar cerca de 300 das 465 cadeiras da Câmara Baixa, ampliando com folga a maioria apertada que hoje sustenta o Executivo. A eleição funciona, na prática, como um teste de apoio popular às propostas da premiê, que incluem aumento de gastos públicos e reforço das capacidades militares do país.
“Os resultados desta eleição são muito importantes para o futuro do Japão. A primeira-ministra, Sanae Takaichi, já provou ser uma líder forte, poderosa e sábia, alguém que realmente ama o seu país. Aguardo com expectativa receber a primeira-ministra Takaichi na Casa Branca em 19 de março”, publicou Trump.
“Em minha visita ao Japão, eu e todos os meus representantes ficamos extremamente impressionados com ela. Além da segurança nacional, os Estados Unidos e o Japão têm trabalhado de forma estreita na construção de um acordo comercial muito substancial, que beneficia fortemente ambos os países”, escreveu.

Segundo a agência Reuters, o governo japonês evitou comentar a manifestação, mas confirmou oficialmente a visita de Takaichi aos Estados Unidos, apontando a agenda como oportunidade para reafirmar a aliança entre os dois países em um cenário internacional marcado por tensões.
Tensões diplomáticas e econômicas
Desde que assumiu o cargo, em outubro, Takaichi tem adotado um discurso firme na área de defesa. Poucas semanas após a posse, provocou a maior crise diplomática com a China em mais de uma década ao detalhar publicamente possíveis respostas de Tóquio a um eventual ataque a Taiwan. A posição rendeu críticas de Pequim, que acusa o governo japonês de estimular o ressurgimento do militarismo no país.
No campo econômico, a premiê enfrenta maior resistência. A promessa de suspender o imposto sobre vendas de alimentos, para aliviar o custo de vida, aumentou a desconfiança de investidores em um país que já carrega o maior nível de endividamento do mundo desenvolvido. A saída de capitais de títulos públicos e a pressão sobre o iene refletem esse receio.
Mesmo assim, Takaichi mantém índices elevados de aprovação e capital político para enfrentar o pleito. Se as projeções se confirmarem, a vitória lhe dará margem para avançar em sua agenda. Caso contrário, a primeira-ministra já afirmou que deixará o cargo.
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