Equador e Colômbia definiram na 6ª feira (6.fev.2026) as condições para encerrar a guerra tarifária entre os dois países. No início do mês, Quito e Bogotá impuseram tarifas de 30% um contra o outro, o que afetou o comércio bilateral e a cooperação energética.
A disputa começou depois que o presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que a Colômbia tem falhas no combate ao crime organizado na fronteira. A divisa entre os dois países tem 600 km e é marcada pelo tráfico de drogas.
Como condição para suspender as tarifas, o governo colombiano deve adotar medidas para erradicar plantações de coca e combater a mineração ilegal na fronteira, além de retomar a venda de energia elétrica ao Equador. O governo equatoriano concordou em revisar a tarifa cobrada pelo uso do oleoduto, que havia sido elevada para 900%. As informações são da AFP.
Bogotá e Quito divergem sobre como enfrentar o crime organizado na região. O Equador registra a maior taxa de homicídios da América Latina, com 52 assassinatos por 100.000 habitantes. Já a Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína. Parte relevante dessa droga atravessa o território equatoriano antes de seguir para locais como Estados Unidos e Europa. Noboa defende que as tarifas servem para compensar os gastos do Equador com segurança na fronteira.
Autoridades dos dois países se reuniram no Ministério das Relações Exteriores do Equador, em Quito. Segundo a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, as negociações ainda não foram concluídas. Os chanceleres dos dois países já haviam se encontrado no Panamá na semana passada, mas não divulgaram detalhes sobre as conversas.
TRUMP OFERECE AJUDA
O presidente da colombiano, Gustavo Petro, esteve em visita oficial aos Estados Unidos. Nesta semana, Petro se reuniu com o presidente norte-americano, Donald Trump, que se ofereceu para atuar como mediador no impasse comercial entre Equador e Colômbia.
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