A Justiça do Rio de Janeiro revogou no final da tarde de 6ª feira (6.fev.2026) a prisão preventiva da advogada e influencer argentina Agostina Paez, acusada de ter cometido ofensas racistas, em 14 de janeiro, contra 4 funcionários de um bar em Ipanema. Agostina Paez foi liberada no início da noite.

Paez foi presa pela manhã em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 37ª Vara Criminal da capital. Ela foi localizada em um apartamento alugado na Vargem Pequena. Como o processo está em segredo de Justiça, a assessoria do Tribunal de Justiça limitou-se a informar que “a ordem de prisão preventiva foi revogada pelo juízo de 1ª instância”.
O crime foi em 14 de janeiro, quando uma das vítimas compareceu à delegacia e relatou ter sido alvo de xingamentos racistas durante discussão envolvendo o pagamento da conta do estabelecimento. Conforme apurado, a turista apontou o dedo para o trabalhador, utilizou a palavra mono, que significa macaco em espanhol, e passou a imitar gestos e reproduzir sons do animal.
As condutas criminosas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas depois de análise das imagens de câmeras de segurança. Ao longo da apuração, de acordo com a Polícia Civil, agentes ouviram testemunhas e reuniram elementos probatórios que permitiram esclarecer completamente a dinâmica dos fatos.
Antes de decretar a prisão preventiva, a Justiça do Rio, a pedido do Ministério Público, já tinha proibido a denunciada de deixar o país, reteve o passaporte dela e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
Na 5ª feira (5.fev), em publicação no Instagram, Agostina disse que recebeu a notificação da prisão por perigo de fuga, que estava usando a tornozeleira eletrônica e à disposição da polícia. “Estou desesperada, estou morta de medo”, afirmou. Na ação, consta que a versão apresentada pela denunciada é que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas.
Com informações da Agência Brasil.
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