O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, disse que a instituição não será privatizada ou federalizada durante sua gestão. “Se tiver federalização ou privatização, não é com Nelson na presidência”, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo publicada neste domingo (8.fev.2026).
Souza disse ainda que o BRB dará “um passo atrás” e voltará a ser um banco regional depois do caso Master. “É salutar, em um 1º momento, dar um passo atrás e voltar mais forte. Se o prédio tiver que diminuir de tamanho e ficar com menos andares, ele vai diminuir; porém, vai ficar mais sólido”, afirmou.
Nelson Antônio de Souza tomou posse em 27 de novembro de 2025. É o 22º presidente na história da instituição. Foi indicado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), em 19 de novembro, depois do afastamento de Paulo Henrique Costa, investigado por suspeita de fraudes na operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
PLANO DE CAPITAL
O BRB entregou na 6ª feira (6.fev) ao Banco Central o Plano de Capital com medidas para recompor o balanço e reforçar sua liquidez num prazo máximo de 180 dias. O documento foi apresentado por Souza ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan. A instituição só informou que a proposta protege os clientes e garante seu funcionamento.
“Elaborado para garantir a sustentabilidade da instituição, o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações. O banco reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades”, disse em nota.
BRB x Master
Em depoimento à Polícia Federal no fim de 2025, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, disse que as operações com o Banco Master provocaram um rombo de R$ 5 bilhões no balanço do BRB.
As medidas que envolvem recursos do governo distrital dependem de aprovação da Câmara Legislativa do DF. O plano visa a injetar liquidez, reduzir o tamanho da instituição e diminuir a necessidade de novos aportes do controlador em um contexto de restrições fiscais.
As apurações em curso investigam a compra pelo BRB de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master, com ativos superfaturados ou inexistentes. Desse total, o Banco de Brasília afirma que cerca de R$ 10 bilhões foram substituídos ou liquidados e negou o bloqueio de bens.
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