(Fevereiro 2026)
Corações gelados,
florestas que ardem.
Crianças extraviadas, PERDIDAS,
deslocados de seus elos,
de seu natural florescer e abrigo,
são transportadas à revelia noite e dia.
Entregues sem dó nos braços da desgraça,
vendidas para o gozo do inimigo.
FEVEREIRO EM BRASA.
Mormaço em aço.
A nobreza decadente
desfila insolente
em ilhas particulares,
em salões de orgias,
com taças e sangrias
afiam os dentes.
FEVEREIRO EM CHAMAS.
Corpos roubados, vidas subtraídas.
Os governantes déspotas
embrenham-se mais e mais em tiranias,
erguem brindes triunfais às ogivas nucleares,
à destruição e aniquilamento das populações.
Rasgam-se os acordos, tudo sem valia.
As intenções proclamadas e outrora aclamadas
prisioneiras são em porta-aviões de armadas.
E as crianças roubadas servem de insumos
aos senhores da tirania.
Aos humanos a sacrossanta agonia.
Servem de adubo…
FEVEREIRO EM CINZAS.
O mundo em crise.
Cinzaram rios e mares.
Respiram cinzas os ares.
Cinza estão os sorrisos e os olhos,
além dos semblantes caricatos dos ídolos e famosos
dos portadores de status de cartões dourados,
tesouros inafiançáveis.
Cinzou-se sonhos e lendas,
a terra azul encantada borrou-se de cinzas.
Tráfico humano se normaliza – CINZELADO.
Cinzelado pelo poder econômico/militar.
O post PAISAGEM APOCALÍPTICA apareceu primeiro em A Gazeta do Amapá.
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