O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou na 6ª feira (6.fev.2026) que o Pentágono encerrou programas de educação militar profissional, bolsas e cursos de certificação com a Universidade Harvard. Decisão se dá em momento de embate entre o presidente Donald Trump (Partido Republicano) e a instituição.
“Considere isso como muito atrasado. O Departamento de Defesa está encerrando formalmente todos os programas de Educação Militar Profissional, bolsas de estudo e programas de certificação com a Universidade Harvard. Harvard é woke; o Departamento de Defesa, não”, afirmou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em seu perfil no X.

Ele disse, porém, que estudantes que já estiverem matriculados poderão concluir seus cursos. Segundo Hegseth, decisões semelhantes serão avaliadas para outras universidades nas próximas semanas.
Entenda o caso
O embate com Harvard tem sido frequente no governo do republicano e já envolveu medidas de pressão sobre verbas, contratos e política de estudantes estrangeiros.
Em abril, a Casa Branca congelou US$ 2,2 bilhões em subsídios e US$ 60 milhões em contratos com a universidade depois de Harvard rejeitar mudanças solicitadas pela administração Trump.
Pouco mais de 1 mês depois, o DHS (Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos) cancelou a autorização que permite a instituição aceitar estudantes internacionais, com efeito previsto para o ano letivo de 2025-2026.
Em maio, o governo determinou que agências federais cancelassem contratos remanescentes com a universidade, estimados em aproximadamente US$ 100 milhões.
Em junho, a juíza federal Allison Burroughs bloqueou uma proclamação de Trump que impedia Harvard de admitir estudantes estrangeiros, mantendo a restrição temporária válida até o fim do processo judicial.
Em julho, a universidade demonstrou abertura para destinar até US$ 500 milhões para encerrar a disputa com o governo federal. O movimento provocou reação interna, e uma coalizão de grupos da universidade pediu que a instituição rejeitasse qualquer acordo com pagamento ou restrições que, segundo a carta, ameaçariam a autonomia universitária e criariam precedente.
No Judiciário, Harvard obteve decisões favoráveis em outra frente. Em setembro, uma juíza federal considerou ilegal o encerramento de subsídios e determinou que o governo não suspenda verbas para a universidade, em decisão tomada em Boston.
Nesta semana, Trump disse que vai exigir US$ 1 bilhão em indenização de Harvard e defendeu que as apurações do governo sobre a universidade avancem para a esfera criminal.
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