O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, defendeu a ampliação do perímetro regulatório e a autonomia financeira e orçamentária do BC para enfrentar o aumento do número de instituições supervisionadas. Deu a declaração nesta 2ª feira (9.fev.2026).
“Esta é uma discussão que está na ordem do dia: o perímetro regulatório dos bancos centrais”, disse durante o evento Estabilidade Financeira e Perspectivas para 2026 e 2027, promovido pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos).
Galípolo afirmou que o BC precisa manter a capacidade de supervisão eficiente em um sistema financeiro mais complexo, com menos funcionários e mais agentes regulados.
Segundo o presidente da autoridade monetária, o órgão é reconhecido internacionalmente por estar na fronteira da inovação, mas enfrenta limitações estruturais. “O Banco Central do Brasil é reconhecido globalmente por estar na fronteira das inovações. Ao mesmo tempo, sofremos um aumento muito grande do número de instituições sob supervisão, com uma redução significativa de pessoal”, declarou.
Ele disse que há necessidade de autonomia financeira, para permitir investimentos transparentes em tecnologia. “Tenho dito de maneira reiterada a necessidade de fazermos um catching up em temas nos quais estamos atrasados, como a autonomia financeira e orçamentária. Isso não envolve decidir como gastar livremente –não queremos gastar nada que não seja à luz do sol”, afirmou.
Galípolo deu ênfase ao uso de IA (inteligência artificial) na supervisão bancária. Afirmou que a tecnologia pode ampliar o alcance da fiscalização além da supervisão por amostragem, mas alertou para o sigilo das informações.
Ele declarou que o BC não pode usar IA estrangeira para tratar dados sensíveis. “Precisamos desenvolver tecnologia própria”, disse.
Para Galípolo, a possibilidade de investir em atualização tecnológica aproximaria o Brasil das condições institucionais já adotadas na maioria das autoridades monetárias. “Quando falamos da separação do que é orçamento, o que estamos pedindo é a possibilidade de investir em atualização tecnológica. Seria uma evolução enorme termos as condições do arcabouço que a maior parte dos bancos centrais já tem”.
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