A Superintendência Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) pediu na 2ª feira (9.fev.2026) para que o iFood explique a suspeita de boicote a restaurantes que passam a usar plataformas concorrentes. Também questionou a identificação de “exclusivo” em alguns restaurantes no aplicativo. Leia a íntegra (PDF – 503 kB).
O ofício se originou a partir da ação civil pública do Sindicato dos Bares, Restaurantes e Similares do Município de Goiânia, que diz que o iFood adota práticas anticompetitivas e retaliatórias contra os restaurantes que utilizam plataformas concorrentes.
Segundo o documento, os estabelecimentos têm seus nomes ocultados nos resultados de busca, desativados ou reclassificados indevidamente em outras categorias do app.
O Cade também questionou as queixas no site Reclame Aqui de que parceiros da empresa são punidos ao ingressar em aplicativos da concorrência. O iFood teria, pelo menos em duas ocasiões, colocado uma identificação de “exclusivo” em seu aplicativo a redes como Subway e QG Jeitinho Caseiro.
O conselho tem monitorado o cumprimento das obrigações do TCC (Termo de Compromisso de Cessação) assinado pelo iFood em 2023. O documento limita os contratos de exclusividade fechados entre a plataforma e alguns estabelecimentos.
A superintendência também instaurou em novembro de 2025 procedimento para acompanhar a dinâmica competitiva das empresas nas cidades de Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), São Vicente (SP) e São Paulo, onde 99 e Keeta, concorrentes do iFood, começaram suas operações.
O Poder360 procurou o iFood para perguntar se a empresa gostaria de se manifestar sobre o ofício e as suspeitas de boicote aos restaurantes. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
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