O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse nesta 3ª feira (10.fev.2026) que as investigações ao Banco Master só avançaram por causa da “coragem” do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo o dirigente da PF, administrações anteriores da autoridade monetária já haviam identificado problemas em relação à instituição financeira, mas o caso só foi enfrentado na atual gestão.
“E isso [o enfrentamento] foi possível graças à coragem do presidente [Galípolo] de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões e que ele teve a coragem, a capacidade, de levar à frente”, disse o diretor da PF durante evento do Ministério da Justiça para apresentação dos resultados de 2025.
Rodrigues afirmou que as irregularidades do Master só foram descobertas por causa da cooperação entre a PF e o BC e elogiou Galípolo por enviar à corporação dados sobre apurações internas da autoridade monetária. “Essa integração nos permitiu desvendar aquilo que não tenho dúvida que é um crime, talvez o maior crime que envolva o sistema financeiro nacional e que envolva uma instituição financeira”, declarou.
As declarações de Andrei vão na mesma linha de outras feitas por integrantes do governo que saíram em defesa da atuação do BC no caso Master nas últimas semanas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse nesta 3ª feira que a posse de Galípolo no comando da autoridade monetária interrompeu um processo de crescimento acelerado do Master que durou cerca de 6 anos. Segundo Haddad, a nova gestão identificou inconsistências relevantes nos balanços da instituição, o que levou ao aprofundamento das análises.
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