A senadora indígena colombiana Aida Quilcué (Movimento Alternativo Indígena e Social) foi sequestrada e posteriormente libertada nesta 3ª feira (10.fev.2026) no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia. A congressista, importante liderança do povo Nasa e do CRIC (Consejo Regional Indígena del Cauca), perdeu comunicação com seus assessores por volta do meio-dia (no horário da Colômbia) e permaneceu em cativeiro por cerca de 4 horas. As informações são do jornal El País Colômbia.
A filha da congressista, Aida Marina Quilcué Vivas, confirmou o sequestro para uma rádio por volta das 15h30, no horário local. “Me confirmaram que ela foi sequestrada, os grupos Gaula (unidades de elite) do Exército informaram”, afirmou. No entanto, depois das 16h, a guarda indígena anunciou que Quilcué havia sido encontrada e estava livre.
O sequestro foi na mesma via onde o marido da senadora, Edwin Legarda, foi assassinado em 2008, em um atentado que, segundo investigações, tinha a própria Quilcué como alvo principal. Em 2022, ela também sofreu outro ataque nesse mesmo local, quando homens em motocicletas cercaram seu veículo e abriram fogo. Na ocasião, ela disse: “O motorista me disse para me jogar no chão, e eu o fiz enquanto conseguíamos sair. Eu só ouvia os impactos”.
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, disse que as forças de segurança estão se deslocando para a área e que mais informações serão comunicadas assim que estiverem disponíveis.

O presidente Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda) condenou o fato durante um Conselho de Ministros. “Este tipo de ações cruzam uma linha vermelha, ao atentar contra as autoridades e referências éticas, espirituais e políticas das comunidades”, afirmou.
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