O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), disse nesta 4ª feira (11.fev.2026) que a ampliação da presença de operadores estrangeiros na administração de aeroportos brasileiros é uma boa estratégia para aumentar a oferta de voos internacionais e fortalecer a economia do país.
“Quando se tem concessionárias estrangeiras operando concessões brasileiras, se estimula que essas concessionárias ajudem a buscar voos internacionais e novas companhias aéreas. Além da qualidade de prestação de serviço, a gente tem um valor agregado que essa parceria traz ao Brasil”, afirmou durante entrevista a jornalistas depois de evento de anúncio de investimento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) na estatal espanhola Aena, que controla, dentre muitos, o aeroporto de Congonhas (SP).
O terminal está entre um dos mais movimentados do Brasil e recebe cerca de 70.000 pessoas por dia, segundo a Aena. O ponto é conexão estratégica para a região Sudeste do país.
De acordo com Costa Filho, essas empresas podem atuar junto a grandes companhias aéreas para ampliar frequências e abrir novas ligações, especialmente para regiões como o Nordeste. Mais voos internacionais, segundo ele, significam maior fluxo de turistas, criação de empregos e fortalecimento do comércio e dos investimentos.
Atualmente, aeroportos brasileiros já são administrados por grupos estrangeiros, como empresas europeias e asiáticas que venceram leilões de concessão realizados pelo governo federal. A política de concessões teve início nos anos 2010 e foi ampliada nos governos seguintes, com o objetivo de modernizar a infraestrutura aeroportuária sem depender exclusivamente de recursos públicos.
O EVENTO
O Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos visa a modernizar 11 aeroportos administrados pela estatal espanhola Aena, em especial o terminal de Congonhas (SP). Ao todo, são R$ 5,7 bilhões em financiamento, com R$ 4,64 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O dinheiro do Estado brasileiro via BNDES para o Estado espanhol servirá para construir uma sala de embarque remoto, voltada para os passageiros que precisam se deslocar de ônibus até o avião. O salão passará a ter 3.300 m2, mais do que o dobro da sala original, que possui 1.400 m2. O aeroporto também terá capacidade, segundo a Aena, de receber aeronaves de maior porte.
A verba alcançará R$ 9,2 bilhões por causa da vinculação ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Assista a cerimônia:
Eis os aeroportos beneficiados:
- Congonhas (SP);
- Campo Grande (MS);
- Ponta Porã (MS);
- Corumbá (MS);
- Santarém (PA);
- Marabá (PA);
- Carajás (PA);
- Altamira (PA);
- Uberlândia (MG);
- Uberaba (MG);
- Montes Claros (MG).
Além do presidente Lula, estiveram presentes os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o presidente da Aena Brasil, Santiago Yus.
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