O desmatamento no bioma Amazônia teve a menor taxa em 11 anos, e a quarta queda consecutiva, em 2025, em relação ao ano anterior. Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) e do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados nesta quinta-feira (12) pela Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do governo federal.
Os números mostram que, em 2025 a Amazônia registrou uma redução de 50% de área desmatada em comparação com 2022, e de 35% em relação a 2024, nos últimos seis meses.

Segundo dados do sistema Deter, o governo enxerga uma tendência de a Amazônia ter a menor taxa de desmatamento da série histórica, iniciada em 1988. É o que explica o coordenador do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros do Inpe, Claudio Almeida.
“Se tudo continuar como está, a gente teve seis meses de Deter, mas ainda faltam outros seis meses, que é inclusive onde está concentrada a maior parte do desmatamento. A maior parte do desmatamento é no final desse período da estação seca. Essa tendência não é garantia de que vai ter uma redução continuada. Essa tendência, a gente deve ter um índice muito bom no final do ano.”
Presente na divulgação dos dados, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva atribuiu os resultados a “políticas públicas consistentes, bem desenhadas e bem implementadas”. Também destacou a importância do Deter, que faz o monitoramento em tempo real, para as fiscalizações e para a tendência de mais redução no desmatamento.
“Foram cerca de 25 mil ações de fiscalização na Amazônia. Isso é graças a esse acompanhamento em tempo real e nós já estamos na versão 0.5 do plano de prevenção e controle de desmatamento da Amazônia. Todo o esforço que é feito, o Ibama, a Polícia Federal, a PRF, o pessoal da Funai, o ICMBio, isso tudo é algo que colabora para que a gente tenha esses primeiros seis meses com essa tendência de queda do desmatamento.”
Biomas pelo Brasil
A Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas também apresentou outros dados do Deter.
No bioma Cerrado, também houve redução de 11% no desmatamento, em relação a 2024; a menor taxa em 5 anos. Já o Pantanal teve queda superior a 65% em relação a 2024, mas, em comparação com 2025, houve um aumento de 45%. No caso da Amazônia e do Cerrado, o Deter apresentou redução nos alertas.
Segundo o governo, dos 81 municípios que mais desmatam na Amazônia, 70 já fazem parte do programa União com Municípios, para receber apoio no combate a crimes ambientais. Juntos, reduziram o desmatamento em 65,5%, entre 2022 e 2025.
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