Integrantes do partido Novo no Congresso protocolaram, nesta 5ª feira (21.fev.2026), um pedido de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli.
A decisão se deu depois que a PF (Polícia Federal) encontrou citações ao magistrado em dispositivos eletrônicos de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A corporação também realizou um pedido de declaração de suspeição por parte do ministro.
O conteúdo apreendido nos aparelhos eletrônicos do empresário, segundo informações reveladas pelo portal UOL, traz conversas entre o proprietário do Banco Master e o ministro Toffoli. O material também mencionaria integrantes do Congresso Nacional e outras pessoas com e sem prerrogativa de foro especial no STF.
Toffoli é o relator de uma das apurações relacionadas ao Banco Master no STF, que trata principalmente da tentativa de compra da instituição pelo BRB (Banco de Brasília). O ministro mantém a posição de que não há motivo para se declarar impedido de julgar o processo principal sob sua relatoria. A Polícia Federal entregou na 2ª feira (9.fev) ao presidente do STF, Edson Fachin, documentos pedindo novas investigações relacionadas ao caso.
Ele já redistribuiu ao menos 2 casos relacionados ao inquérito para instâncias inferiores: a investigação contra o ex-presidente do Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Rio de Janeiro), Deivis Marcon Antunes e contra o investidor Nelson Tanure, alvo da 2ª fase da operação Compliance Zero.
O Poder360 ouviu de vários interlocutores do ministro que ele não demonstrou nesta semana a menor intenção de deixar a relatoria da investigação que imputa fraudes ao Banco Master –e que resultaram em um rombo de R$ 47,3 bilhões, o maior da história bancária brasileira. Toffoli tem afirmado de maneira resoluta que pretende que o caso resulte em medidas estruturantes para dar mais segurança ao mercado financeiro brasileiro.
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