O ex-marqueteiro do PT João Santana, responsável pela campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006 e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010, criticou, na 5ª feira (12.fev.2026), o envolvimento do presidente e da primeira-dama Janja da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro.
Segundo Santana, em vídeo publicado em seu perfil oficial no Instagram, essa exposição cria um “cenário de soma negativa, onde todos saem perdendo”. A fala se refere à homenagem a Lula feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, no enredo deste ano. A escola desfila no domingo (15.fev), na Marquês de Sapucaí.
O petista deve assistir ao desfile no camarote da Prefeitura do Rio. Janja será destaque em carro alegórico.
Santana sinalizou preocupações com a repercussão da participação do casal no Carnaval em diferentes regiões do país. Ele mencionou especificamente o interior de São Paulo, o Sudeste e o Sul, onde, segundo ele, “Lula precisa desesperadamente de votos”, além do meio evangélico e do Nordeste.
Para o ex-marqueteiro do partido, a festa tende a ser mais eficaz para desconstruir do que para fortalecer a imagem de figuras políticas. Ele alertou que o “tiro pode sair pela culatra” com essa estratégia. Santana cita um equilíbrio entre Carnaval e política, em um “jogo de equilíbrio delicado”.
“Antes de tudo, Carnaval se presta mais para demolição do que para construção de imagem de político. Acidez crítica, liberação, irreverência são seus principais temperos”, enfatizou.
De acordo com o ex-marqueteiro, a decisão sobre a provável participação de Janja no desfile foi baseada mais em uma análise da assessoria jurídica do governo do que em uma avaliação dos núcleos de estratégia e comunicação.
O caso, segundo Santana, evidencia o que ele chama de “judicialização da política” chegando ao “terreno minado da politização do carnaval”.
Assista ao vídeo (2min57s):
1º ESCALÃO PROIBIDO
Na 5ª feira (12.fev), o ministro Sidônio Palmeira (Comunicação Social) proibiu que integrantes do 1º escalão do governo desfilem no Carnaval do Rio. Ele Avaliou que a exposição nesse tipo de evento pode desgastar a imagem do presidente Lula em ano eleitoral.
A recomendação para quem for ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí é de ficar em camarotes.
O medo de o Planalto ser contestado na Justiça Eleitoral também motivou a decisão de Sidônio. O Partido Novo ingressou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na 3ª feira (10.fev.2026) por propaganda eleitoral antecipada contra Lula, o PT (Partido dos Trabalhadores) e a Acadêmicos de Niterói.
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