Autoridades do Japão apreenderam um barco pesqueiro chinês e prenderam o capitão da embarcação sob suspeita de desobedecer a uma ordem de inspeção na zona econômica exclusiva japonesa. O caso foi registrado na 5ª feira (12.fev.2026) em águas próximas à província de Nagasaki, no sudoeste do país.
Segundo a agência de pesca japonesa, o comandante –cidadão chinês de 47 anos– teria ignorado a determinação para interromper a navegação e permitir a vistoria a bordo. Outros 10 tripulantes estavam na embarcação no momento da abordagem. As autoridades japonesas informaram que o barco foi apreendido e o capitão, detido.
Em entrevista a jornalistas na 6ª feira (13.fev), o secretário-chefe do gabinete, Minoru Kihara, declarou que o governo seguirá adotando medidas firmes para coibir atividades de pesca consideradas ilegais por embarcações estrangeiras. O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu de imediato aos pedidos de manifestação.
Embora o Japão já tenha retido barcos da Coreia do Sul e de Taiwan nos últimos anos, este é o 1º episódio envolvendo uma embarcação chinesa desde 2022. O caso se dá em momento de deterioração no diálogo político entre Tóquio e Pequim.
Desgaste diplomático entre Japão e China
Nos últimos meses, declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, contribuíram para o desgaste diplomático. No ano passado, ela afirmou que o Japão poderia reagir inclusive com meios militares caso a China utilizasse força para incorporar Taiwan, território governado de forma autônoma e reivindicado por Pequim. A sinalização provocou reação do governo chinês e intensificou trocas de críticas entre os 2 países.
Japão e China mantêm forte interdependência comercial, mas enfrentam disputas recorrentes no campo estratégico e territorial. Um dos focos permanentes de atrito envolve as ilhas Ilhas Senkaku —chamadas de Diaoyu pela China— no Mar do Leste da China. A área é alvo frequente de incursões de embarcações e aeronaves, com declarações mútuas de violação de soberania.
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