A Vale registrou prejuízo líquido atribuível de US$ 3,844 bilhões no 4º trimestre de 2025. O resultado divulgado na 5ª feira (12.fev.2026) reverte o lucro líquido atribuível de US$ 2,685 bilhões do 3º trimestre do ano passado e piora em relação ao prejuízo líquido atribuível de US$ 694 milhões do 4º trimestre de 2024. A companhia relacionou o desempenho do trimestre principalmente ao impairment de US$ 3,5 bilhões em ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá e a efeitos ligados à Samarco.
No caso da Samarco, a Vale registrou provisão adicional de US$ 449 milhões em coligadas e joint ventures, vinculada a atualizações relacionadas a uma ação no Reino Unido. Também houve redução de US$ 2,8 bilhões decorrente da baixa de imposto diferido de subsidiárias, contabilizada em “Tributos sobre o lucro”. Eis a íntegra dos resultados (PDF – 2,23 MB).
A receita líquida de vendas somou US$ 11,060 bilhões no 4º trimestre de 2025, alta de 9% em 1 ano. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de US$ 4,588 bilhões (+21% em 1 ano). Já o Ebitda proforma totalizou US$ 4,834 bilhões, alta de 17% em 1 ano e de 10% ante o 3º trimestre do ano passado.
O fluxo de caixa livre foi de US$ 1,688 bilhão no trimestre. A dívida líquida encerrou 31 de dezembro de 2025 em US$ 11,236 bilhões (queda de 10% em 1 trimestre), enquanto a dívida líquida expandida ficou em US$ 15,579 bilhões (recuo de 6% na comparação trimestral).
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que, em 2025, a empresa “entregou um desempenho excepcional, atingindo ou superando todos os guidances enquanto avançou em prioridades estratégicas” que reforçam “a ambição de longo prazo” da companhia.
Segundo ele, a Vale reforçou o compromisso com segurança, com reduções relevantes em incidentes de alto potencial, e alcançou marco importante ao encerrar o ano sem nenhuma barragem em nível 3 de emergência.
“Em nossas operações, atingimos os maiores níveis de produção de minério de ferro e cobre desde 2018 e entregamos crescimento de 2 dígitos na produção de níquel”, disse.
De acordo com Pimenta, o desempenho operacional foi sustentado por uma maior confiabilidade dos ativos e pelo avanço de projetos de crescimento como Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma, além de ganhos de eficiência que melhoraram a competitividade da empresa na curva global de custos da indústria.
“Nossa alocação disciplinada de capital, combinada com forte execução e um ciclo mais favorável, nos permitindo entregar retornos superiores aos acionistas”, declarou. Ao projetar 2026, ele afirmou que a companhia seguirá focada em excelência operacional, no crescimento sustentável –com iniciativas como o Programa Novo Carajás– e na criação de valor de longo prazo aos stakeholders.
No operacional, as vendas de minério de ferro totalizaram 84,874 milhões de toneladas no 4º trimestre de 2025. O preço realizado de finos de minério de ferro ficou em US$ 95,4 por tonelada. Em metais básicos, o preço médio realizado do cobre foi de US$ 11.003 por tonelada e o preço realizado do níquel ficou em US$ 15.015 por tonelada. O Ebitda proforma de Metais Básicos somou US$ 1,4 bilhão, alta de 157% em 1 ano.
A Vale informou US$ 2,030 bilhões em investimentos no imobilizado e intangível no 4º trimestre de 2025 e anunciou pagamento de US$ 1,8 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio em março, além de US$ 1,0 bilhão de remuneração extraordinária paga em janeiro.
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