Paciente oncológica pela segunda vez, a servidora pública Elaine Rocha encontrou no empreendedorismo uma forma de enfrentar o tratamento contra o câncer de mama. Há quatro semanas, ela participa da Feira do Coreto, realizada aos sábados, onde vende salada de frutas para ocupar a mente e complementar a renda.
Ela enfrentou o primeiro câncer em 2011, quando o filho ainda tinha menos de dois anos. Quinze anos depois, recebeu novamente o diagnóstico e precisou passar por mastectomia, com a retirada total da mama.

“Isso mexeu muito com a minha saúde mental. Eu comecei a fazer terapia. Eu já fazia salada de fruta e vendia no trabalho, mas com o tratamento eu parei. Depois voltei a vender para ocupar a minha mente”, relatou.
Ela conta que conheceu a feira ao passar pelo local, perguntou como funcionava e decidiu participar. No primeiro sábado levou apenas o material básico. No seguinte, já voltou com a mesa organizada. Este é o quarto sábado dela na feira.
“Isso é uma terapia pra mim. Eu ocupo a minha cabeça, não fico pensando no que não é pra pensar”, afirmou.


O marido e os dois filhos, de 17 e 11 anos, se revezam para ajudar na banca. Segundo ela, além de contribuir com a renda, a participação também é uma forma de ensinar aos filhos sobre responsabilidade e valorização do trabalho.
Elaine revela que tem um propósito definido para o dinheiro arrecadado até o fim do ano, mas prefere manter o objetivo em sigilo.
Sabores da Amazônia


Entre os expositores também está Val Pereira, da Daval Alimentos Amazônicos. Ela participa há cinco sábados e comercializa molhos de pimenta com sabores regionais como mel, tucumã e pupunha, além de pulseiras artesanais feitas com sementes.

“A feira está sendo incrível. É uma oportunidade de mostrar nossos sabores da Amazônia e fortalecer o pequeno negócio”, afirmou.
Feira reúne até 170 expositores
Criada no início de dezembro com a proposta de valorizar artesãos, empreendedores e a cultura local, a Feira do Coreto vem ganhando adesão a cada edição.
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Segundo a organizadora, Scyla Oliveira, o evento reúne atualmente entre 150 e 170 expositores por sábado e funciona das 9h às 14h.

“Começamos de forma tímida e a cada evento ela foi crescendo. Temos artes sacras, velas, cestaria, arte indígena, pinturas, escritores locais, acessórios, semijoias e todo sábado uma atração musical”, explicou.












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