O eletricista José Misael Alves de Sousa, de 49 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira, 16, no Hospital Geral de Roraima (HGR). Misael foi vítima de um acidente de trânsito por volta das 21h deste domingo, 15, no cruzamento das ruas Estelito Lopes, e avenida Bem Querer, em Caracaraí.
A motocicleta conduzida por Misael, foi atingida pelo veículo Fiat Stilo que tinha como condutor o 3º Sargento da Policia Militar, I.B.L.J, de 37 anos.
O relatório da ocorrência, o qual a FolhaBV teve acesso, aponta que não houve acionamento da perícia no local, sob a justificativa de que os veículos estavam a cerca de 30 metros do ponto de impacto, o que teria caracterizado violação da área. Também consta que foram adotadas medidas administrativas em relação à motocicleta que estaria com o licenciamento vencido e a vítima que não portava CNH.
Misael foi socorrido e levado ao hospital do município e, devido à gravidade dos ferimentos, chegou a ser transferido para o HGR, onde morreu. José Misael deixa esposa e quatro filhos.
Alegações da família

Os familiares afirmam que o policial apresentava sinais visíveis de embriaguez no momento do acidente. Segundo eles, não teria sido realizado exame de bafômetro, nem perícia técnica para esclarecer a dinâmica da colisão, e que Misael foi arrastado por vários metros após o impacto.
Para a família, a ausência desses procedimentos compromete a transparência da apuração. Eles defendem que todos os fatos sejam investigados de forma imparcial.
“Ele saiu da Delegacia e foi curtir o carnaval traquilamente, como se nada tivesse acontecido. E nossa família chora a perda do nosso ente. Queremos que a justiça seja feita”, disse um sobrinho da vítima à FolhaBV.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar e aguarda retorno.
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Outro caso

A família da técnica de enfermagem Patrícia Melo da Silva, de 53 anos, que morreu após um acidente de trânsito na noite do dia 4 de fevereiro, na Avenida Ville Roy, denunciou à FolhaBV supostas falhas na atuação da Polícia Militar no atendimento à ocorrência. Entre os questionamentos estão a ausência do teste do bafômetro, a não condução da motorista à delegacia e a não realização de perícia, apesar de se tratar de um acidente com vítima.
O acidente envolveu a motocicleta conduzida por Patrícia e uma caminhonete Chevrolet S10. Segundo apuração da FolhaBV, o veículo pertence ao capitão da Polícia Militar Helton John Silva de Souza, investigado por homicídio.
A motorista da caminhonete foi identificada como A.K.M.S., de 19 anos, e seria filha do capitão. De acordo com familiares da vítima, testemunhas relataram que ela apresentava sinais visíveis de embriaguez logo após a colisão. Ainda assim, nenhum teste de alcoolemia foi realizado no local e a motorista não foi conduzida à delegacia.
O advogado de defesa da jovem, Diego Rodrigues, afirmou que A.K.M.S. esteve durante todo o momento no local do acidente, inclusive durante os primeiros socorros, que foram realizados por um médico que passou pelo local e atendeu a vítima até a chegada da ambulância do Samu.
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