O que era saudade virou música, fantasia e encontro de gerações. A família de Adair Araújo de Lima, conhecido como “Boquinha”, decidiu transformar a memória do patriarca em um bloco de Carnaval que estreou este ano nas ruas da capital.
A homenagem partiu de uma das netas e rapidamente ganhou o apoio de filhos, netos e bisnetos. Filha de Boquinha, Rita Araújo Lima, de 59 anos, conta que a iniciativa nasceu do desejo de celebrar quem ele foi em vida: um homem alegre, querido e apaixonado por Carnaval.

“É homenagem a ele porque era um homem muito alegre, muito amigo de todos. Ele adorava o Carnaval, adorava festa, era muito esportista. A alegria dele nos contagiou e incentivou a fazer esse bloco”, relatou.
Conhecido no meio esportivo, Boquinha foi goleiro do Baré e deixou marca entre os torcedores. Segundo Rita, grande parte da família se tornou “barelista” por influência do pai.
“Ele foi o guerreiro, foi goleiro do Baré. Todo mundo lá em casa, a maioria era barelista por causa dele”, contou.
Adair faleceu em 2001 e, neste ano, a família completa 25 anos de sua partida.
Saudade que caminha junto com a vida
Além de homenagear o pai, o bloco também se tornou uma forma de lidar com uma perda mais recente. A mãe de Rita faleceu há quase seis meses, no dia 1º de setembro, aos 97 anos.
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Descrita como uma mulher serena e extremamente alegre, ela também era apaixonada pelo Carnaval. “Ela só dormia depois de assistir às escolas de samba do Rio. Adorava ir para a praça ver os carnavais”, lembrou a filha.
Para a família, colocar o bloco na rua é também uma maneira de seguir em frente sem apagar a memória de quem partiu.
“A vida da gente segue. A gente sente muita falta dela, claro. Mas ela cumpriu a missão dela. Era uma mulher muito alegre e não queria ninguém triste”, concluiu.
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