
O comportamento da chamada Geração Z, formada por jovens nascidos a partir do fim dos anos 1990, tem despertado o interesse de especialistas em saúde pública e consumo. Levantamentos internacionais apontam que esse grupo tende a beber menos ou adotar um padrão mais moderado de consumo, inclusive durante grandes eventos festivos, como o Carnaval.
Estudos sobre hábitos de lazer indicam que a nova geração demonstra maior preocupação com saúde, bem-estar e desempenho profissional. Esses fatores têm influenciado as escolhas em festas e eventos, com destaque para a busca por experiências associadas ao autocuidado e à qualidade de vida. O avanço da cultura fitness, o acesso ampliado à informação e a atenção à saúde mental e física também contribuem para esse cenário. Pesquisas globais mostram que muitos jovens estão iniciando o consumo de bebidas alcoólicas mais tarde, bebendo com menor frequência e optando por alternativas com baixo ou nenhum teor alcoólico.
No Brasil, dados de pesquisas como a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam queda no consumo regular de álcool entre adolescentes nos últimos anos, além da redução do uso precoce da substância e aumento da percepção de risco. Apesar disso, especialistas destacam que o consumo abusivo ainda representa um desafio, sobretudo em contextos festivos, mas o padrão geral indica diminuição entre estudantes.
Embora existam poucos estudos específicos sobre o Carnaval, profissionais de saúde observam mudanças no perfil dos foliões mais jovens. Há maior adesão a blocos com propostas de consumo consciente, ambientes com bebidas não alcoólicas e atividades voltadas ao bem-estar. O crescimento da oferta de drinks “zero álcool”, festas diurnas, turismo e experiências ligadas ao autocuidado também reflete a transformação do comportamento.
Especialistas ressaltam, no entanto, que a tendência não é uniforme. Pesquisas internacionais mostram que o consumo pode aumentar à medida que os jovens entram no mercado de trabalho e passam a ter renda própria. Fatores econômicos, estilo de vida e ambiente social continuam influenciando as escolhas. Ainda assim, a relação da juventude com o álcool é considerada mais flexível, marcada pela preferência por moderação, sem necessariamente o abandono completo do consumo.
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