
O que começou como um grupo de WhatsApp entre familiares e amigos virou um compromisso fixo no calendário de quem mora no Mecejana. Há pelo menos dez anos, o mesmo grupo se reúne em um dos dias de Carnaval para confraternizar, rir alto e ocupar a rua onde quase todo mundo cresceu.
Neste ano, o encontro aconteceu na Travessa Martiniano Rodrigues com a Rua Capitão Francisco Ferreira. A concentração foi na casa do “tio Túllio”. De lá, o grupo deu uma volta simbólica na quadra, cantando e espalhando animação pela vizinhança, que segundo eles, já está acostumada.
Cerca de 40 pessoas participam do bloquinho, entre familiares e amigos mais próximos. Muitos moram ali mesmo, na mesma região onde vivem a mãe, os tios e a avó de Cássio Baldi, um dos organizadores ao lado da amiga Suyane Pinheiro.
“Somos naturalmente festeiros e, acima de tudo, uma família que valoriza cada oportunidade de celebrar a vida”, afirmou Cássio.
A tradição já teve outros nomes e abadás ao longo dos anos, como CarnaBaldi, Carnaval do Marifolia e Os Penetras, mas a essência sempre foi a mesma. Cada um contribui com petiscos e bebidas, todo mundo ajuda de alguma forma e o encontro acontece de maneira espontânea.
Em 2026, o grupo decidiu criar um abadá exclusivo e até uma marchinha própria, cantada em coro durante a volta na quadra. Os versos falam de tradição, alegria e daquele clima típico de Carnaval de bairro.
Para Cássio, o bloquinho vai além da folia. “É o nosso momento de reunir quem mora perto, quem já morou aqui e sempre volta nessa época. Não é nada grandioso, é simples mesmo. A gente faz porque gosta de estar junto. Enquanto todo mundo tiver essa vontade, a tradição vai continuar”, concluiu.






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O post ‘Os Chegados’: família do Mecejana mantém tradição há 10 anos e transforma grupo de WhatsApp em bloquinho de Carnaval apareceu primeiro em Folha BV.
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