“A deusa da minha rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar.
Nos seus olhos eu suponho
Que o sol e doirado sonho
Vai claridade buscar”.
(Newton Teixeira)
Elas sempre nos embriagam. Não há quem não se encante com a beleza da “Deusa da minha rua”. E todas elas são deusas. E se você não se sente uma “dona do pedaço” procure ver o que há de errado com você em relação a você. Mas não caia na esparrela de ficar procurando o melhor na pessoa que nem sempre você é. Não se preocupe nem fique preocupada com o que os outros pensem e falem sobre a cor de sua pele. Porque não é nela que está o seu valor, e sim em você, como a deusa da minha rua. E não se iluda, porque a coisa está degringolando na tolice da discriminação. Bob Marley já disse: “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”. E ainda estamos numa guerra plena e secular, no ataque e na defesa da cor da pele. O que é, a meu ver, uma hercúlea tolice. Seu valor, sua grandeza e sua importância, estão no valor que você se dá, e não no valor que os tolos dão à cor da sua pele. Se você cair nessa, estará valorizando mais o discriminador do que a você mesmo. O que aumenta assustadoramente, a discriminação. Sua beleza e seu valor estão em você, e não no que você tenta mostrar para ser valorizada.
Estejamos sempre de mãos dadas, independentemente da cor de nossas peles. Estamos, sem perceber, mantendo os pensamentos primitivos dos nossos descendentes de milênios de anos atrás. Os tolos que pensavam que eram donos do mundo, porque tinham a pele branca. A mulher branca não é superior à mulher negra, nem a negra à branca. Então vamos parar com essa ânsia doentia de se apresentarem orgulhosas pela cor da pele. Tudo simples pra dedéu. E muito mais simples é fazer o que se pode fazer em favor da Educação. Porque só quando formos um povo realmente educado, deixaremos de nos preocupar com a cor da nossa pele. A Deusa não tem cor definida. O que a faz uma deusa é o que ela é como mulher criada pelo mesmo Deus que criou a de pele preta. E nós, homens, que nos consideramos superiores, não devemos esquecer que estamos sempre de joelhos, diante da beleza de uma mulher, independentemente da cor da pele dela. Vamos no educar para aprendermos a respeitar as outras pessoas, sabendo que “somos todos iguais nas diferenças”. Vamos amar e respeitar mais a mulher, independentemente da cor da pele dela. O que o verdadeiramente homem valoriza mais numa mulher não está na pele dela, mas no conjunto da matéria e o brilho nos olhos, senão é você que está se desvalorizando. Pense nisso.
99121-1460
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