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BRASÍLIA – A CPMI do INSS terminou sem prorrogação e sem relatório aprovado, mas deixou um conjunto robusto de dados que, segundo o ex-relator Alfredo Gaspar (PL-AL), pode sustentar novas investigações fora do Congresso. O material foi levado ao STF e também à Procuradoria Geral da República, numa tentativa de dar continuidade à investigação que, na avaliação do deputado, ficou incompleta.
Entre as pendências, Gaspar cita o aprofundamento sobre o sistema financeiro –especialmente no mercado de empréstimos consignados– e a investigação de relações políticas de empresários e pessoas com cargo eletivo. O deputado afirma que a comissão identificou indícios de uma estrutura integrada de movimentação de recursos, conectando fraudes no INSS, operações financeiras e Banco Master, de Daniel Vorcaro.
“Descobrimos uma rede de lavagem de dinheiro de aproximadamente R$ 39 bilhões. Tudo começou no INSS, passou pelo Banco Master e chegou aos consignados”, disse em entrevista ao Poder360.
Para o ex-relator, os esquemas não atuariam de forma isolada, mas como partes de um mesmo sistema: “Eram vários braços que chegavam no mesmo tronco”.
O deputado também critica a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de barrar a prorrogação da comissão. Gaspar atribui essa atitude a uma suposta resistência política ao avanço das investigações. “Davi Alcolumbre, infelizmente, não está à altura do cargo de presidente do Senado. Não o conheço, mas digo com o coração aberto: Davi está muito submisso aos interesses do STF e do Planalto”, declarou.
Além disso, o congressista sustenta que a CPMI não conseguiu aprofundar apurações envolvendo pessoas próximas ao núcleo do poder, incluindo o filho do presidente da República.
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