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O que faz uma pessoa parar o que está fazendo para comprar de um pequeno negócio na internet? A resposta está cada vez menos ligada a fotos perfeitas ou perfis impecáveis. Para a empresária e criadora de conteúdo Ana Tex, especialista em marketing digital e vendas online, o que gera resultado mesmo é autenticidade e capacidade de criar conexão com quem está do outro lado da tela.
Esse foi o tom do quarto e último dia do Esquenta Semana do MEI, promovido pelo Sebrae, que reuniu especialistas e empreendedora para discutir como pequenos negócios podem usar redes sociais, WhatsApp e inteligência artificial para vender mais sem perder autenticidade.
“A IA é um copiloto. A essência continua sendo sua”, destacou a empresária e criadora de conteúdo Ana Tex
Segundo Ana, muitos microempreendedores ainda tratam o Instagram apenas como uma vitrine de produtos, quando poderiam usar a rede para mostrar bastidores, rotina, histórias e processos criativos, conteúdos que ajudam o cliente a se identificar com a marca. “Hoje as pessoas querem cada vez mais a vida real. O empreendedor que conta sua história conecta mais”, afirma.
Ana defende que o celular deixou de ser apenas um canal de divulgação e se transformou em uma ferramenta completa de negócios. Com ajuda da inteligência artificial, pequenos empreendedores conseguem criar legendas, organizar estratégias, montar apresentações, planejar conteúdos, responder clientes e até desenvolver imagens para divulgação usando poucos recursos.
Ferramentas como ChatGPT e Claude aparecem, segundo ela, como aliadas importantes principalmente para quem empreende sozinho ou possui equipes enxutas. “É como ter uma assessora ajudando o tempo todo”, resume.
Isabela Ribeiro: entender hábitos, linguagem e comportamento do consumidor é essencial para vender melhor
Ela cita exemplos de como a IA pode ser aplicada em diferentes segmentos. Uma cabeleireira consegue simular novos tons de cabelo usando uma única foto da cliente, ou dela mesma. Já profissionais de decoração conseguem reorganizar ambientes digitalmente para apresentar possibilidades antes mesmo da execução do projeto.
Apesar do avanço tecnológico, Ana reforça que a inteligência artificial funciona melhor quando potencializa a identidade do empreendedor e não quando tenta substituí-la. “A IA é um copiloto. A essência continua sendo sua”, diz.
Outro ponto que costuma travar pequenos negócios, segundo ela, é o medo de aparecer diante das câmeras. A busca por perfeição acaba impedindo muitos empreendedores de produzir conteúdo e fortalecer a própria marca. “Às vezes ninguém curtiu, mas muita gente viu. Você precisa pensar que está falando com uma pessoa, um cliente”, afirma.
Entre as recomendações mais relevantes estão publicar bastidores do trabalho, manter fotos atualizadas dos produtos, facilitar o contato pelo WhatsApp e aproveitar ferramentas gratuitas disponíveis no mercado. Comunidades no aplicativo de mensagens, respostas automatizadas e links diretos no Instagram ajudam a tornar o atendimento mais rápido e eficiente.
Quando autenticidade vira estratégia de venda
A empreendedora Míriam Braga, do Atelier Costura Criativa, representa bem essa transformação. Formada em publicidade, ela decidiu empreender depois dos 60 anos e começou praticamente do zero durante a pandemia. Sem experiência com máquinas de costura, aprendeu sozinha vendo vídeos na internet depois que ganhou uma do filho.
“O Sebrae me colocou na linha”, diz Míriam Braga
Hoje, Míriam vende principalmente pelas redes sociais, participa de feiras e exposições e direciona seus produtos para o universo geek, com peças inspiradas em Harry Potter e Disney. Ela afirma que precisou aprender não apenas sobre costura, mas também sobre fluxo de caixa, precificação, marketing digital e comportamento do consumidor. “O Sebrae me colocou na linha”, brinca.
Míriam também destaca a importância dos cursos voltados ao público 60+, especialmente nas áreas de tecnologia e marketing digital. Segundo ela, aprender a linguagem das redes sociais foi fundamental para conseguir se posicionar melhor na internet. “A forma como o Sebrae trabalhou isso foi fantástica. A linguagem da internet é diferente para a gente”, afirma.
Ela também incorporou a inteligência artificial à rotina do negócio. O ChatGPT virou apoio para criar histórias e ideias de conteúdo para o Instagram. “O ChatGPT virou um parceirão”, diz. Para Míriam, um dos maiores desafios continua sendo perder o medo das câmeras e entender que o público de fato se conecta com conteúdos mais espontâneos e reais.
A especialista em marketing do Sebrae São Paulo, Isabela Ribeiro, acredita que o posicionamento é o que faz um cliente lembrar de uma marca em meio a tantas opções disponíveis. Segundo ela, entender hábitos, linguagem e comportamento do consumidor é essencial para vender melhor. “Se eu não conheço meu cliente, provavelmente não vou saber como chegar até ele”, explica.
Ela avalia que pequenos negócios possuem uma vantagem importante em relação às grandes empresas: a proximidade com o público. Enquanto a inteligência artificial ajuda a automatizar tarefas operacionais, o relacionamento humano continua sendo decisivo para gerar confiança, identificação e fidelização. “O relacionamento continua sendo fundamental. Relacionamento é venda”, afirma.
Esquenta da Semana do MEI promoveu conversas com especialistas e empreendedores sobre temas de interesse aos empreendedores
Assista aqui ao conteúdo do quarto dia do Esquenta Semana do MEI.
Semana do MEI
De 25 a 29 de maio, o Sebrae promove em todo o Brasil a Semana do MEI, com ações presenciais e eventos on-line. Em sua 17ª edição, a iniciativa contempla em sua programação atividades sobre comportamento empreendedor, planejamento para formalizar ou decolar seu negócio, orientações para crédito, gestão financeira, inovação, transformação digital, atendimento ao cliente, como vender mais e melhor, marketing e muito mais.
Participe!
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