Vieira havia protocolado os pedidos em 2019. “Em abril, apresentei o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli por conta da instauração, na minha visão ilegal, do inquérito das fake news e milícias digitais. Esses 2 atos não foram à frente. E a principal voz nesta Casa contrária a esse procedimento era a do senador Flávio Bolsonaro”, disse.
A declaração foi dada durante a reunião da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) sobre a PEC da blindagem. Vieira retomou a palavra depois da manifestação de Flávio Bolsonaro, que criticou a repercussão negativa da Proposta, mas votou pela sua rejeição.
“Os autos estão aí, está tudo documentado. Graças a Deus a história é uma grande professora”, afirmou Vieira. “Ao falar sobre hipocrisia, é preciso que cada um de nós coloque a mão na sua própria consciência. E ninguém é isento de erro. Não é natural tentar se aplicar uma narrativa quando ela não corresponde aos fatos documentados.”
Em 16 de abril de 2019, Flávio Bolsonaro escreveu no X que a “guerra institucional Legislativo x Judiciário” era “tudo” que a oposição queria. Ele se referia à necessidade de priorizar a aprovação da Reforma da Previdência no Congresso. “A experiência mostra que a tramitação conjunta de duas matérias polêmicas polarizaria posições e dificultaria a tramitação de ambas”, declarou.

PEC DA BLINDAGEM
A PEC da Blindagem foi rejeitada por unanimidade na CCJ. Todos os integrantes da comissão acompanharam o parecer do relator Alessandro Vieira, que foi pela rejeição total da proposta, classificada como “absurda” e “vergonhosa” por ele. O texto foi pautado pelo presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), como o 1º item da reunião no intuito de “sepultar” o texto.
