As soluções vencedoras combinam matrizes térmicas –óleo diesel– e solares para abastecer as regiões atendidas pelas empresas nos 2 Estados.
Para o Lote 1 – Amazonas
- Arrematado pela Energias do Acre
- Municípios: Tapauá, Novo Remanso, Parintins, Careiro da Várzea e Japurá;
- Deságio: 22,01%;
- Preço inicial: R$ 3.500 MWh (megawatt-hora);
- Preço de referência: R$ 2.729,70 MWh (megawatt-hora);
- Investimento: R$ 72,8 milhões
- Receita fixa: R$ 17,4 milhões.
Para o Lote 3 – Pará
- Arrematado pelo Consórcio IFX-YOU-ON – Sisol
- Município: Jacareacanga;
- Deságio: 46,89%;
- Preço inicial: $ 3.500 MWh (megawatt-hora);
- Preço de referência: R$ 1.593,16 MWh (megawatt-hora);
- Investimento: R$ 240 milhões
- Receita fixa: R$ 48,20 milhões.
O edital do leilão definiu que a solução de suprimento deveria respeitar a participação mínima de 22% da energia gerada a partir de fontes renováveis com ou sem soluções de armazenamento.
LOTE EXCLUÍDO
O certame negociaria inicialmente a contratação de 66,9 MW, divididos em 3 lotes, para atender localidades em 11 municípios do Amazonas e do Pará.
Conforme informado pela Aneel em reunião da diretoria colegiada na 3ª feira (23.set), a Comissão Permanente de Leilões da agência retirou do certame o Lote 2 –o maior do remate– que atenderia às localidades de Anamã, Anori, Caapiranga, Codajás e Coari, no Amazonas. A decisão atende a pedido do Ministério de Minas e Energia.
Com isso, a contratação prevista caiu para 18,7 MW. O lote 1 prevê a contratação de 8,7 MW para localidades de cinco municípios do Amazonas e o lote 3, 9,9 MW para um município do Pará.
Existem hoje mais de 200 localidades consideradas como sistemas isolados no Brasil, segundo dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Essas regiões dependem majoritariamente de usinas a óleo diesel –uma fonte mais cara e poluente.
