O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou na semana passada (23.set) , após reunião de líderes, que a proposta seria votada em plenário. A decisão foi tomada diante da resistência crescente da oposição, contrária à medida de compensação apresentada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Mas, ao que me parece, é que a gente tem uma maioria e estamos trabalhando para consolidar essa maioria, para aprovar o projeto conforme foi aprovado consensualmente na comissão especial”, afirmou a deputada em coletiva logo depois do final da reunião entre o PT, Psol e o PSB que tratou da pauta que corre na Câmara.
A deputada reforçou que, desde o início da tramitação do projeto, existem “setores no país” que tentam impedir sua aprovação. Ela defendeu a importância da proposta para a população brasileira.
“Estamos falando de 20 milhões de brasileiros que vão ser impactados na prática com o aumento da sua renda e que apenas 140.000 pessoas vão pagar para que 20 milhões de brasileiros sejam beneficiados”, afirmou Petrone.
A expectativa da líder do Psol é que os diálogos do relator da proposta, deputado Arthur Lira (PP-AL), com a oposição na Câmara “sejam suficientes para que a gente também aprove integralmente o projeto. A gente quer a maior unidade possível em torno dessa agenda”.
Indicação de Boulos
Diante das especulações sobre a possível indicação do deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) para substituir o ministro Márcio Macedo na Secretaria-Geral da Presidência, Talíria Petrone e a presidente do Psol, Paula Coradi, disseram que ainda não há nenhuma confirmação, mas reforçaram o apoio ao parlamentar.
“Boulos é companheiro nosso de partido, tem confiança. Onde ele estiver, ele vai contribuir para o Brasil. Não importa se é se ele estiver na Câmara, ele vai contribuir, se ele tiver como ministro, ele vai contribuir”, elas afirmaram.
