Negociadores israelenses liderados pelo ministro de Assuntos Estratégicos israelense, Ron Dermer, devem viajar ao Egito nesta 2ª feira (6.out) para negociações sobre a libertação de reféns, parte do plano proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano).
“Saberemos muito rapidamente se o Hamas está falando sério ou não, pela forma como essas negociações técnicas se desenrolam em termos de logística”, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao programa “Meet the Press” da NBC News no domingo (5.out), sobre a libertação dos 48 reféns restantes na Faixa de Gaza, 20 dos quais estão vivos.
Ainda no domingo (5.out), Trump afirmou que o plano de paz “é ótimo para todos” e que as negociações estavam avançando rapidamente. “Disseram-me que a 1ª fase deve ser concluída esta semana e peço a todos para AGIREM RÁPIDO”, escreveu o presidente dos EUA na plataforma Truth Social.

Uma delegação do Hamas, liderada por Khalil Al-Hayya, desembarcou no Egito na noite de domingo (5.out) para se juntar a representantes dos EUA e do Qatar para conversas sobre a implementação do esforço mais avançado até agora para deter o conflito. É a 1ª visita de Hayya ao Egito desde que ele sobreviveu a um ataque israelense em Doha (Qatar), em setembro.
Do lado dos EUA, participarão o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.
O plano reacendeu as esperanças de paz entre os palestinos, mas os ataques israelenses a Gaza não cessaram no domingo (5.out). De acordo com a Reuters, aviões e tanques bombardearam áreas do enclave, matando pelo menos 19 pessoas, segundo autoridades de saúde locais.
PLANO DE PAZ PARA GAZA
A proposta de paz de Trump apresentada no dia 29 de setembro culmina na criação do Estado Palestino, como pretendido pela população local, por nações árabes e por países ocidentais, que deram um passo adiante durante a 80ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) ao anunciarem o reconhecimento do país na região.
O acordo, no entanto, estabelece dezenas de condições e não determina um prazo para ser concluído.
O único prazo citado no acordo é para a libertação de reféns pelo Hamas. Os EUA exigem a soltura de todos os reféns que ainda estão vivos e a entrega dos corpos dos que morreram em cativeiro. Depois disso, as etapas serão cumpridas mediante aprovação do futuro governo de transição.

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