Os deportados são de países da Europa e dos EUA. Eles foram enviados à Grécia e à Eslováquia. “Todos os direitos legais dos participantes dessa ação publicitária foram e continuarão sendo totalmente respeitados. As mentiras que eles estão espalhando fazem parte de sua campanha de notícias falsas pré-planejada”, disse o governo israelense.
De acordo com o g1, representantes do Itamaraty visitaram, nesta 2ª feira (6.out), os cidadãos brasileiros integrantes da flotilha presos em Israel. Treze seguem detidos, no centro de detenção em Ketziot, no deserto de Negev.
No domingo (5.out), o ativista brasileiro Nicolas Calabrese foi deportado. Ele pediu que o governo brasileiro adote medidas mais decisivas para conseguir a libertação dos 13 restantes, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).
Ativistas suíços e espanhóis alegaram “condições desumanas” no tratamento recebido em Israel. Em comunicado à imprensa neste domingo (5.out), 9 integrantes da flotilha, que já desembarcaram em casa na Suíça, relataram privação de sono, falta de alimentação e água, além de abuso psicológico e físico durante o período de detenção.
No sábado (4.out), em correspondência obtida pelo jornal britânico The Guardian, Greta Thunberg relatou às autoridades suecas que enfrentava condições precárias na prisão israelense, como cama com percevejos e fome.
Integrantes da flotilha liberados no sábado corroboraram as alegações sobre o tratamento dado à ativista. O turco Ersin Çelik declarou à agência de notícias Anadolu: “Eles arrastaram a pequena Greta pelos cabelos diante de nossos olhos, bateram nela e a forçaram a beijar a bandeira israelense. Fizeram tudo o que se pode imaginar com ela, como um aviso para os outros”.
ENTENDA
Israel interceptou na 4ª feira (1°.out) a Flotilha Global Sumud, que levava alimentos e medicamentos a Gaza. Segundo a Marinha do país, os barcos tentaram romper o bloqueio marítimo imposto ao território palestino depois de o Exército ordenar mudança de rota. As informações são do jornal Times of Israel.
Relatos recebidos pelos representantes legais indicam que parte do grupo estaria sendo privada de água, alimentos e medicamentos, o que, de acordo com a defesa, viola normas internacionais de direitos humanos e o direito humanitário que protege missões civis de ajuda humanitária.
A missão humanitária contava com 14 brasileiros entre seus integrantes. Os organizadores informam que os ativistas foram detidos em águas internacionais e, posteriormente, levados para a prisão onde permanecem atualmente.
Na 5ª feira (2.out), o Itamaraty pediu a liberação imediata dos brasileiros detidos pelas forças de Israel. Em nota, o governo brasileiro condenou a ação israelense e disse que a flotilha tem “caráter pacífico”. A Embaixada do Brasil em Tel Aviv já foi notificada sobre a “inconformidade” do governo federal.
A diplomacia brasileira também afirmou que a interceptação pela marinha israelense configura “grave violação do direito internacional” e que as operações em prol do envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza deveriam ser “autorizadas e facilitadas”. Segundo o Itamaraty, o bloqueio viola o direito internacional humanitário.
