Com base em um plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), as negociações serão realizadas no Cairo (Egito) e contarão com a presença de altos funcionários da política estrangeira e da inteligência.
As negociações estão focadas nos mecanismos para interromper o conflito, na libertação dos reféns, no desarmamento do Hamas e na retirada das forças israelenses do território palestino. Um dos maiores pontos de discórdia será a pressão sobre o Hamas para se desarmar, uma questão que até agora o grupo não se mostrou disposto a discutir nas negociações, segundo a Reuters.
Uma equipe dos EUA, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente que serviu como enviado para o Oriente Médio durante o 1º mandato de Trump, participará das negociações.O primeiro-ministro do Qatar, xeique Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, mediador de longa data, também participará.
O plano de Trump determina a criação de um organismo internacional liderado pelos EUA e que inclua o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair para desempenhar um papel na administração de Gaza no pós-guerra. Os países árabe afirmam que o plano deve levar à eventual independência de um Estado palestino, o que, segundo Netanyahu, nunca acontecerá.
