Carpine buscou atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) local. Ele recebeu medicação e atendimento imediato, não precisou de transferência para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e teve alta. O lote 253-1 da marca foi recolhido.
O secretário de Saúde da cidade, Pedro Scartezini, informou por meio de publicação no Instagram que o paciente chegou à unidade “com sintomas de intoxicação”. Segundo ele, a “água estava contaminada com algum tipo de produto”, sem especificar a substância.
Ao Poder360, a secretaria confirmou que o homem “foi submetido a uma endoscopia digestiva, que confirmou a presença de lesões compatíveis com queimaduras de contato no trato gastrointestinal”. O procedimento identificou danos no esôfago e no estômago.
O órgão considera este um caso isolado até o momento, sem registros de outros incidentes relacionados ao mesmo lote do produto.
A remessa sob investigação tem data de fabricação de 10 de setembro de 2025 e validade até 10 de setembro de 2026. A Polícia Civil apreendeu garrafas no hospital, em duas distribuidoras e na empresa onde o homem tomou a água, com amostras coletadas para perícia.
A prefeitura orientou os moradores a não consumirem o produto. “Não consuma a água mineral Mineratta, lote 253, até que seja esclarecido o que realmente aconteceu com essa água, se só aquela garrafa estava contaminada ou se há mais garrafas contaminadas”, disse o secretário de Saúde.
O QUE DIZ A EMPRESA
O Poder360 entrou em contato com a Villa Jahu, detentora e distribuidora da marca Mineratta na região, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
Leia abaixo a íntegra da nota da Secretaria Municipal de Saúde de Garça (SP):
“O cidadão procurou atendimento na UPA de Garça, onde foi prontamente assistido por equipe médica. Após avaliação clínica inicial, foi submetido a uma endoscopia digestiva, que confirmou a presença de lesões compatíveis com queimaduras de contato no trato gastrointestinal.
“Ele recebeu todos os cuidados médicos necessários, respondeu bem ao tratamento e já recebeu alta hospitalar.
“Até o momento, trata-se de um caso isolado, sem registros de outros incidentes relacionados ao mesmo lote do produto.
“A Polícia Civil está conduzindo a análise do conteúdo do recipiente suspeito em laboratórios especializados, com o objetivo de identificar a substância envolvida. A Vigilância Sanitária também acompanha atentamente o caso e aguarda os resultados das análises.”
