Esta é a 2ª visita do líder a Bolsonaro desde o início do confinamento. A 1ª vez foi em 22 de setembro. Sóstenes chegou às 14h55 e deixou o condomínio onde mora Bolsonaro às 18h00.
O deputado disse que Bolsonaro associa cargos no Executivo a problemas judiciais. “Ele entende que, para proteger a Michelle, um cargo executivo [não é indicado]. As pessoas sempre saem do Executivo brasileiro com problemas judiciais infinitos“, disse o líder do PL.
O deputado afirmou que a posição de Bolsonaro se dá por um “sentimento de proteção à esposa” e que em Brasília está “cristalizado” que Michelle é candidata ao Senado.
“Bolsonaro sempre fala que Michelle tem que ser do ‘cabo legislativo’. Não tem tantos problemas judiciais como no caso do Executivo”, disse Sóstenes.
A candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal é considerada uma das principais apostas do PL para as eleições de 2026. A ex-primeira-dama tem alta popularidade entre eleitores bolsonaristas e evangélicos.
OUTRAS DECLARAÇÕES
Durante conversa com jornalistas, Sóstenes comentou sobre a possível indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao assento do ministro do Supremo Tribunal Federal Roberto Barroso, que deixa a cadeira do STF nesta 6ª feira (17.out). O deputado disse que embora evangélico, Messias “não representa a maioria dos evangélicos” e afirmou que ele é “petista“.
O líder do PL na Câmara afirmou que seu partido pode obstruir votações na Câmara caso o governo federal não cumpra o pagamento das emendas impositivas. A declaração ocorre em meio às tensões entre a oposição e o Executivo sobre a execução do Orçamento.
