“Nesse momento a gente está brigando para que os atletas recebam, porque eles não estão recebendo nada até agora das bets”, disse Borçato em entrevista ao Poder360, durante o BIS Brasília, evento voltado ao mercado de games e apostas.
Borçato afirmou que a Fenapaf tenta há 2 anos garantir que parte da arrecadação das casas de apostas chegue aos jogadores, especialmente os de Séries C e D, que considera os mais prejudicados.
“A gente já vem brigando e dizendo que os atletas não vinham recebendo nada das bets e vinham cedendo a imagem sem um tipo de critério, sendo punidos. Isso nos incomodava muito”, afirmou.
O dirigente falou ainda sobre a regulamentação publicada em janeiro de 2025: “Saiu uma regulamentação em janeiro dividindo a porcentagem, colocando 7,3% dos 12% de impostos. A gente não entende muito essa parte, sempre foi perguntado, não é do bruto, é de 12%”, afirmou Borçato, e complementou que os jogadores não participam formalmente.
“Nós não fomos chamados, os atletas não foram ouvidos”, declarou Borçato.
Ele defende que representantes de atletas, clubes e federações discutam juntos a distribuição dos valores provenientes das apostas, em vez de deixar a definição nas mãos das entidades que organizam as competições.
Assista (17min50s):
PERCENTUAL AOS ATLETAS
De acordo com a regulamentação publicada em janeiro de 2025, 7,3% da arrecadação das apostas esportivas deve ser destinada ao setor esportivo.
O valor é administrado pelo Ministério do Esporte, que fica responsável por repassar os recursos às entidades do Sistema Nacional do Esporte e aos atletas brasileiros ou vinculados a clubes do país, em contrapartida ao uso de seus nomes, imagens, marcas e símbolos pelas plataformas.
A divisão inclui ainda 2,2% ao COB (Comitê Olímpico do Brasil), 1,3% ao CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), 0,7% ao CBC (Comitê Brasileiro de Clubes), 0,5% à CBDE (Confederação Brasileira do Desporto Escolar), 0,5% à CBDU (Confederação Brasileira do Desporto Universitário), 0,3% ao CBCP (Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos) e 0,3% ao CBEM (Comitê Brasileiro do Esporte Master). Além disso, 0,7% do total arrecadado é repassado às secretarias estaduais e municipais de esporte.

