O congressista foi relator do PL (projeto de lei) 892 de 2025, que trata de incentivos à indústria petroquímica e cria o Presiq (Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química), na Comissão de Indústria e Comércio. Segundo ele, o episódio do Felca mostra como a economia da atenção influencia decisões políticas. “Hoje em dia, ninguém quer saber se o programa é bom ou não, quer saber se chama atenção, se gera retenção”, afirmou.
Julio Lopes disse que o projeto da indústria química precisa de uma nova estratégia de comunicação para ser aprovado no Congresso. “Para aprovar o projeto, precisamos mudar de atitude e pensar diferente”, declarou.
O relator defendeu que o setor invista em pesquisas de opinião com congressistas e entidades para compreender como o tema é percebido. “Se não entendermos que estamos errando na comunicação, vamos continuar errando”, disse. Para ele, a indústria química deve seguir o exemplo do agronegócio, que consolidou influência política ao longo dos anos.
Lopes afirmou ainda que está disposto a negociar pela aprovação do projeto. “O ponto é entender que, por meio de grupos estratégicos e articulações, podemos avançar. É possível, mas precisamos conhecer o comportamento e o que está em jogo neste momento”, afirmou.
