“Eu não achava que as eleições de meio de mandato fossem importantes. Agora acho que elas são mais importantes do que as eleições presidenciais de 2027”, disse Caputo durante discurso na Bolsa de Valores de Córdoba. A Argentina realiza o pleito no domingo (26.out). Metade da Câmara (127 cadeiras) e 1/3 do Senado (24 cadeiras) serão disputados. As informações são do Clarín.
Caputo fez um apelo aos votos não kirchneristas –movimento ligado aos ex-presidentes Néstor Kirchner (1950-2010) e Cristina Kirchner– para que o governo Milei possa avançar para uma “2ª etapa”, referindo-se a projetos como as reformas tributária e trabalhista.
“Precisamos das reformas o mais rápido possível porque o país precisa delas, e são reformas muito bem pensadas. São reformas excelentes que vão desfazer em muito o emaranhado de regulamentações e obstáculos que o Estado impõe às empresas, que estão impedindo o país de decolar”, disse o ministro.
“O voto é muito importante. Não gosto de ser desrespeitoso, mas realmente sinto que preciso dizer isso. Não sou fanático. Digo isso objetivamente como argentino: um voto não kirchnerista que não vá para La Libertad Avanza hoje me faz sentir muita pena dos argentinos, porque é praticamente um voto desperdiçado”, afirmou.
O ministro afirmou que “há muitos investimentos que já foram anunciados, mas há muitos outros que aguardam essa validação”.
Ao ser perguntando sobre o que movimento do dólar na 2ª feira (27.out) depois das eleições legislativas, Caputo disse que “não vai acontecer nada”.
“Hoje temos um Banco Central muito bem capitalizado, fundamentos sólidos e uma taxa de câmbio em um patamar absolutamente razoável. Se tivéssemos uma taxa de câmbio defasada hoje, não teríamos conseguido recordes de exportação”, declarou.
Ainda que de caráter legislativo, a votação deste domingo (26.out) na Argentina ditará os próximos anos do mandato de Milei, e pode indicar a força que adquire a oposição para a próxima eleição presidencial.

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